Archive for the ‘Princípio de Fechamento’ Category

CONHECENDO QUE ALGUÉM CONHECE: REJEIÇÃO DO FECHAMENTO DEDUTIVO

novembro 2, 2010

Por

Keith Lehrer

em

Theory of Knowledge

Aqui permanece, certamente, a questão se eu sei que eu sei que vejo uma árvore quando não sei que as hipóteses céticas são falsas. Se eu sei que vejo uma arvore, então segue-se que as hipóteses céticas concernentes ao demônio e ao cérebro são falsas.Segue-se, primeiro de tudo, do fato de que se eu sei que vejo uma arvore, então eu vejo uma arvore,e, portanto, minha experiência não é um resultado de um feitiço do demônio ou de um computador. Segue-se mais, do meu conhecimento que eu vejo uma arvore que minha crença é originada de uma forma natural apropriada e não do demônio ou do cérebro. Em resumo, segue-se do fato conhecido e do que eu conheço do fato que as hipóteses céticas são falsas.

Alguns naturalistas em epistemologia negariam que eu sei que as hipóteses céticas são falsas ou que eu preciso saber isto para saber que eu sei que vejo uma arvore. Eles o fazem por negarem uma condição que eles chamam de fechamento dedutivo, a saber, a condição que se eu sei que p e que q é uma conseqüência lógica de saber que p, então, portanto, sei que q. Assim, eu poderia saber que p, e saber que q é uma conseqüência de saber que p, ainda que eu não saiba que q.(Nozick)

A negação do fechamento é diretamente relevante para responder ao cético. Eu poderia saber que eu vejo uma árvore, saber que a falsidade da hipótese do demônio é uma conseqüência lógica de minha visão da arvore, ainda que eu não saiba que a hipótese do demônio seja falsa. Se, entretanto, eu poderia saber que eu vejo uma árvore sem saber que a hipótese do demônio é falsa, então eu poderia também saber que vejo uma arvore sem saber que a hipótese do demônio é falsa? Na teoria naturalista, parece que podemos responder afirmativamente. Se eu posso saber algo sem conhecer que eu sei das conseqüências disto, então eu posso saber que eu sei algo sem conhecer que eu sei que conheço o que sei por ser as conseqüências do meu conhecimento disto.

A falsidade da hipótese do demônio é algo que eu sei ser uma conseqüência do meu conhecimento que vejo uma arvore, mas eu posso, no entanto,  saber que eu vejo uma arvore sem saber o que eu sei ser uma conseqüência do meu conhecimento dela,a falsidade da hipótese do demônio. Uma vez que negamos a condição de fechamento, podemos concordar com o cético que a falsidade da hipótese cética é uma condição necessária para que saibamos, embora agradavelmente admitindo que não sabemos que as hipóteses céticas são falsas.Tais são os deleites do naturalismo e a rejeição da condição de fechamento. Dado que a origem apropriada de uma crença converte-se para conhecimento, torna-se obvio que a condição de fechamento deve ser rejeitada. Minha crença verdadeira que eu vejo uma arvore pode ser originada de uma forma apropriada sem uma crença nas conseqüências lógicas de que a crença verdadeira originada de forma apropriada. De fato, eu poderia falhar em crer na verdade da conseqüência lógica. Poderia atingir isso como restante que uma pessoa saberia que vejo uma arvore, saber a falsidade das hipóteses céticas é uma conseqüência, e ainda falha para saber que as hipóteses céticas são falsas. O restante no olho do epistemólogo, entretanto, pois não há contradição lógica nesta posição.

ALTERNATIVAS RELEVANTES, RASTREAMENTO DA VERDADE E FECHAMENTO EPISTÊMICO

abril 13, 2010

Por

Elke Brendel e Christoph Jäger

em

Contextualist approaches to epistemology: Problems and prospects

Uma teoria de conhecimento que tem sustentado um maior impacto sobre as recentes abordagens contextualistas é a chamada “Teoria das Alternativas Relevantes” proposta primeiro por Fred Dretske no primeiro artigo de 1970 e mais desenvolvida por Gail Stine e outros. De acordo com Dretske, o sujeito epistêmico S sabe que p(no tempo t) somente se S está em uma posição epistêmica que lhe permita eliminar todas as alternativas relevantes para p(em t). Uma proposição q é uma alternativa para p exatamente no caso que q implica não-p. Ainda, de acordo com Dretske não é necessário, para saber p, que alguém deva ser capaz de excluir todas as alternativas para p.O que é requerido em vez disso é meramente a habilidade para eliminar ou excluir certas alternativas relevantes. Desta maneira, o que faz uma alternativa relevante? Isto depende duma situação epistêmica. Durante uma visita ordinária ao zoológico, a possibilidade que você toma para ser zebras são mulas espertamente disfarçadas é uma alternativa irrelevante, e assim não é necessário que você seja capaz de excluí-la, segundo as regras, para saber que os animais são zebras. Mas, agora suponha, por exemplo, que é bem conhecido que o diretor do zoológico, para poupar dinheiro, freqüentemente disfarça animais comuns como animais exóticos e ocasionalmente coloca mulas espertamente disfarçadas no prado da zebra. Nesta situação, a alternativa mula torna-se relevante e poderia parecer que você não sabe que os animais que você está olhando são zebras, a não ser que você possa excluir a possibilidade que eles são mulas espertamente disfarçadas – ainda se eles são de fato zebras.

O cenário da mula pintada de Dretske é uma situação de ceticismo local ou restrito – neste caso aparece o ceticismo se alguma situação particular parece ser confiável – ameaça alguma afirmação de conhecimento. Mas sua explicação é também designada para prover uma resposta aos argumentos céticos globais ou radicais tal como o notório argumento do cérebro na cuba:

BIV (brain-in-a-vat)

(1) Eu não sei que não sou um cérebro na cuba.

(2) Se eu não sei que não sou um cérebro na cuba, então eu não sei que eu tenho mãos.

(3) Eu não sei que eu tenho mãos.

O paradoxo cético consiste no fato que tais argumentos são validos e uso das premissas parecem intuitivamente verdadeiras. Contudo, nós não estamos dispostos a aceitar as conclusões. A resposta original de Dretske é, muito áspera, que os cenários céticos são alternativas irrelevantes. Sendo assim, a premissa (2) do argumento acima torna-se falsa.

Adicionar a esta visão o que conte como uma alternativa relevante é determinado pelas alternativas que são salientes para a pessoa que atribui a atitude epistêmica (ou carece disto) ao sujeito, e a posição que você chega ao contextualismo atributivo. Em sua contribuição a esta publicação, Dretske explicitamente distancia de si mesmo tais formas de contextualismo(que ele chama de contextualismo radical). O porquê da influência profunda que sua teoria tem sustentado sobre estas formas de contextualismo,entretanto,sua visão pode bem ser chamada de um tipo de proto-contextualismo . Vamos voltar a posição de Dretdke abaixo.

Outra teoria de conhecimento extremamente influente é a análise do “rastreamento” de Robert Nozick. A questão de se S sabe que p numa dada situação depende, de acordo com Nozick,não somente em S tendo uma crença verdadeira que p.Em particular,dois condicionais subjuntivos devem ser satisfeitos:(1)Se p tem sido falso,S poderia não ter criado que p,isto é,S sabe que p somente se,nos mundos próximos possíveis em que p é falso,S não creria mais que p;e (2) se p fosse verdadeira,então S poderia ter crido que p,isto é,em todos os mundos próximos que p fosse verdadeira,S creria que p.Dada estas condições,S pode saber que ele tem mãos,ainda que S não saiba que ele não é um cérebro na cuba: alguém do mundo próximo possível em que S não tem mãos é um mundo em que S,por exemplo,perdeu suas mãos em um acidente;e neste mundo ele poderia não crer que ele tem mãos.Alem disso,em todos os mundos próximos em que é verdadeiro que S tem mãos,S crer que ele tem mãos.Desde que a crença de S que eles tem mãos satisfaça ambas as condições de rastreabilidade da verdade,segue-se da teoria de Nozick que S sabe que ele tem mãos.Entretanto,S não sabe que ele não é um cérebro na cuba,desde que nos mundos próximos possíveis em que S é um cérebro na cuba(leva-nos a assumir que S não é alguém do mundo atual)S poderia,ainda assim, crer que ele não é um cérebro na cuba. Assim, nossas afirmações ordinárias de conhecimento, como na teoria das alternativas relevantes, poderia, ainda assim ser verdadeira,ainda se nós não sabemos que as hipóteses céticas são falsas.

Uma conseqüência das teorias de Dretske e Nozick é a falha do que se considera como um principio epistêmico extremamente plausível, chamado, o principio de fechamento epistêmico (PEC).De acordo com o PEC, conhecimento está fechado sob implicação lógica conhecida. A PEC pode ser aproximadamente estabelecida como segue:

PEC: Se S sabe que p e sabe que p implica q,então S também sabe que q.

A implicação cética apela para a PEC quando ele argumenta como segue: desde que nós não saibamos que não somos cérebros em cubas, e desde que nós claramente sabemos que temos mãos implica não sermos um cérebro na cuba, segue-se que nós não sabemos que nós temos mãos. Visto então que razões similares podem ser aplicadas para qualquer outra proposição sobre algum fato ordinário, a conclusão cética que nós não temos qualquer conhecimento de tais fatos.

Agora, como já temos visto, a teoria de Nozick implica que nós podemos saber que nós temos mãos sem saber que nós não somos cérebros em cubas, embora nós saibamos quer ter mãos implica não ser um cérebro na cuba. Rejeitando também a PEC permite Dretske evitar as conclusões do ceticismo radical. Em seu artigo clássico sobre o tema, Dretske argumenta que a PEC assegura-se somente quando a implicação da negação da proposição é uma alternativa relevante para a proposição em questão.Alem disso,desde,pelo menos em situações cotidianas,sendo um cérebro na cuba não é uma alternativa relevante para ter mãos,nós não precisamos saber que não somos cérebros em cubas para saber que nós temos mãos – ainda que nós claramente saibamos que ter mãos implica não ser um cérebro na cuba.Num recente trabalho,Dretske coloca adiante esta visão,ainda em contextos que as alternativas céticas são relevantes ,rejeitando um principio de fechamento irrestrito como uma resposta apropriada ao cético.Com respeito as implicações “peso-pesado” tais como a negação das hipóteses céticas,ele mantêm que o fechamento não assegura ainda quando tais hipóteses tem tornado-se salientes.

Queiramos ou não com respeito as hipóteses céticas como alternativas relevantes,o problema se mantêm com as teorias de Dretske e de Nozick,é que rejeitar a PEC é um alto preço para resolver o problema cético.A PEC é depois de tudo um principio extremamente plausível de aquisição de conhecimento.DeRose afirma que não sabemos que somos cérebros em cubas,enquanto ao mesmo tempo sabemos que temos mãos,é uma “conjunção abominável” e um “resultado intuitivamente bizarro”.Contextualismo conversacional,defendido por Cohen,Lewis, e DeRose,tentam resolver o problema cético apelando ao contexto-sensitivo de conhecimento sem afirmar o fechamento.

CETICISMO

fevereiro 18, 2010

Por

Stewart Cohen

em

Contextualismo y esceptismo

Quero mostrar agora como podemos explicar,se adotamos o ponto de vista contextualista,certos paradoxos céticos. Ao final ficarão elementos muito menos que satisfatórios na explicação contextualista.Mas, quero explorar até onde podemos levar o tratamento contextualista dos argumentos céticos. Vimos anteriormente que, para evitar o ceticismo, o princípio de implicação [S sabe que p sobre a base (razão ou evidência) R se e somente se R implica p]. Em seu lugar, o falibilista mantém que alguém não pode saber nem se quer há alternativas consistentes com a própria evidência.

Desgraçadamente, o ceticismo não se despede de maneira tão fácil. Pois existe outro princípio, mas fácil que o princípio de implicação, que é muito difícil de refutar. E este princípio ameaça voltar a instalar o ceticismo incluindo o caso das teorias falibilistas. Este principio diz que o conjunto de proposições conhecidas (por S) está fechado sob a implicação conhecida (por S).

Se S sabe que p e S sabe que p implica q, então S sabe que q;

alternativamente:

Se S sabe que p e S sabe que p implica q, então S está em posição de saber que q.

O argumento cético baseado no princípio de implicação observa simplestemte a existência de alternativas compatíveis com nossa evidência( ou com nossas razões) e a pela a continuação do principio de implicação para gera um resultado cético. O argumento cético baseado no principio de fechamento começa argumentando, de maneira completamente plausível, que seja o que seja que digamos sobre a significação das alternativas céticas, não sabemos que sejam falsas. Poderíamos pensar que temos alguma razão para crer que nós não nos enganávamos da maneira que sugere o cético, mas é muito difícil manter que sabemos que não nos enganávamos de tal maneira.

Para usar um famoso exemplo de Dretske, suponhamos que estamos no zoológico vendo as zebras. Consideramos a possibilidade do que vemos não ser uma zebra e sim uma mula espertamente disfarçada. Ainda que possamos ter alguma razão para negar que estamos vendo uma mula espertamente disfarçada, parece errôneo dizer que sabemos que estamos vendo uma mula espertamente disfarçada. Depois de tudo, esse é o aspecto que teria se fosse uma mula espertamente disfarçada.

Mas se não conhecemos a falsidade das alternativas céticas, então podemos derivar um resultado cético a partir do princípio de fechamento. Seja p alguma proposição que eu afirmo conhecer e seja h uma alternativa cética para p. A partir do princípio de fechamento podemos derivar:

(1) Se sabemos que p, então sabemos que não-h.

Se colocamos isto juntamente com:

(2) Não sabemos que não-h,

Segue-se que

(3) É falso que sabemos que p.

Agora bem, como observou G.E. Moore, a negação da conclusão deste argumento é quiçá mais plausível que qualquer das duas premissas. Deste modo Moore pensou que podia responder este argumento apelando a (1) e (3) para negar (2). Alguns pensam que Moore cometeu uma petição de principio com respeito ao cético. Eu sugeriria que aquilo que nos enfrentamos aqui é um paradoxo –– um conjunto de proposições (1),(2) e (3), cada uma das quais tem uma plausibilidade independente que é considerável.–– Depois de tudo, porque não dizer que o cético comete uma petição de principio com respeito a Moore? O problema que tem a resposta de Moore é que não consegue explicar o atrativo que tem o argumento cético, deste modo, não consegue resolver o paradoxo.

Agora bem, suponhamos que nenhum de nós é um cético. Em algum sentido, o ceticismo é uma loucura. Deste modo, queremos uma resposta ao paradoxo que prescreve nossa crença de conhecermos coisas. Mas, se tal resposta tem de constituir uma solução ao paradoxo, tem que explicar o inegável atrativo dos argumentos céticos. Pois isto é o que, antes de tudo, a lugar ao paradoxo. Inicialmente afirmamos que sabemos muitas coisas. Freqüentemente consideramos argumentos céticos e,então, vacilamos entre pensar que conhecemos e temer que não fazemos. Qualquer solução do paradoxo tem que explicar como acabamos com essas inclinações inconsistentes. Realmente, temos que explicar ou exorcizar o cético que levamos dentro.

AUDI Y EL PRINCIPIO DE CIERRE

janeiro 9, 2010

Robert Audi da un ejemplo, donde el principio de cierre es negado. Aunque él no afirme en que situaciones el principio  es verdadero o falso.

Miren el caso:

Yo sumo una cuenta con quince números, verifico dos veces el resultado, y vengo a saber, y a estar justificado al creer,  que la sume es 10,952. Ocurre que a veces yo cometo equívocos y mía mujer (la cual yo justificadamente creo ser una mejor matemática) a veces me corrige. Suponga que, en esa vez, sintiéndome confiado de forma no usual, yo infiero que si mía mujer dice que esa no es la suma, ella está errada. De la verdad de que la suma es 10,952 ciertamente se sigue que si ella dice que esa no es la suma, ella está errada. Si esa es la suma, entonces, si ella niega eso, ella está errada. Pero, mismo que yo sepa y esté justificado al creer que esa es la suma. ¿Puedo yo, encima de mi base para esa creencia, automáticamente saber o estar justificado al creer que si ella dice que esa no es la suma, ella está errada?

En el caso de Audi, S cree justificadamente que la suma es 10,952, cree justificadamente que la verdad de la suma ser 10,952 implica lógicamente que, si su mujer dice que la suma no es 10,952, entonces ella está errada. Todavía, este teórico no acepta que S puede creer justificadamente que si su mujer dice que la suma no es 10,952 entonces ella está errada.

Referencias

AUDI, R. Belief, justification and knowledge. Belmont: Wadsworth publishing, 1988.

AUDI, R. Justification, deductive closure and reasons to believe, IN: Dialogue, 30, p. 77 – 84, 1991.

PRINCIPIO DE CIERRE

janeiro 8, 2010

Ksp & ks (p→q) → ksq

Es un principio que expresa que si S esta en alguna relación epistémica con una proposición, entonces S también en esa misma relación epistémica con otras proposiciones vinculadas con la primera proposición.

Muchos teóricos intentan argumentar que Descartes usó este principio en su duda metódica.

Este principio puede ser expreso de la siguiente forma:

S sabe que esta a leer un blog y S sabe que si esta a leer un blog no esta siendo engañado, entonces S sabe que no esta siendo engañado.

Muchos filósofos consideran mucho este principio, de forma que para ellos este debe ser preservado. Para otros, el principio es muy fuerte y excluyente, siendo así él debe ser rechazado.

NOZICK Y EL PRINCIPIO DE CIERRE

dezembro 15, 2009

Ksp & Ks (p→q) →Ksq

De acuerdo con la teoría de Nozick, es posible saber que p y saber que p implica q, sin saber q. Así, él no acepta el principio de cierre como verdadero. Su teoría afirma que, el sujeto tendrá conocimiento, cuando S creer que p, y se p fuera falsa, S no continuaría a creer que p. Y a partir de eso, es que él irá a analizar el principio en cuestión.

Por ejemplo, según Nozick, S sabe que está leyendo un blog, si no estuviera haciendo eso, no creería que lo está y en una situación semejante continuaría creyendo que está leyendo un blog. Las condiciones de su teoría fueran satisfechas.

Bien, si sabemos que estamos leyendo un blog, no somos víctimas de un engaño sensorial, aquí él acepta la implicación, pero en un mundo posible no sabríamos que no somos víctimas de un engaño sensorial, aquí él rechaza que S sabe que q.

El método que me hace saber que estoy leyendo un blog, no me ayuda a saber que no soy víctima de una hipótesis escéptica. Yo puedo hasta saber que no estoy equivocado, todavía en una situación semejante, o sea, en un mundo próximo posible en que continúo equivocado, proseguiría teniendo la misma creencia y de esta maneta no tenía conocimiento. De esta forma, el principio de cierre para Nozick es falso, pues excluye casos legítimos de conocimiento.

Referencias

Nozick, R. Philosophical Explanations, Cambridge, MA: Harvard University Press, 1981.

DRETSKE E O PRINCÍPIO DE FECHAMENTO

dezembro 11, 2009

Ksp & Ks (p→q) →Ksq

O princípio de fechamento acima se lê: se S sabe que p e sabe que p implica q, então S sabe q.O que o princípio de fechamento mostra é que para que saibamos qualquer proposição, também temos que saber suas contrárias lógicas.

Dretske afirma que o princípio de fechamento falha em alguns casos, pois há situações em que você pode não saber uma contrária lógica e mesmo assim ter conhecimento. Além de tal princípio ser por demais rigoroso para conhecimento, pois o que parece é que uma pessoa pode saber uma proposição, mesmo sem conhecer todas as suas conseqüências lógicas. O caso da Zebra é proposto por este teórico para ilustrar uma circunstância em que o princípio de fechamento falha:

Caso da Zebra. Você vai ao zoológico, e vê uma criatura eqüina listrada dentro de uma cerca a qual está marcada com o nome Zebra. Tudo ao redor leva a crer que parece com uma zebra. Você sabe que é uma zebra. Entretanto, alguém poderia colocar uma mula com listas de zebra no cercado marcado com o nome Zebra, para parecer com zebra. Se isso de fato acontecesse você não conseguiria detectar tal coisa. Neste caso, você falharia em saber que o animal que está no cercado é uma mula espertamente disfarçada.

Para Dretske, nesta situação é demonstrada a falsidade do princípio de fechamento, já que você pode saber que está diante de uma zebra e falhar em conhecer que não está perante uma mula espertamente disfarçada. Assim, a resposta ao princípio de fechamento, é que este princípio falha em algumas circunstâncias quando é aplicado.

Referências

DRETSKE, F. Epistemic operators. Journal of Philosophy 67, 1007-23. 1970.

CETICISMO E PRINCÍPIOS EPISTÊMICOS

outubro 25, 2009

O texto a seguir é um conjunto de excertos extraídos do texto apresentado no I Encontro de Pesquisa em Filosofia da UFC.

O cético nos dá a seguinte questão: se alguém sabe que p[1] e sabe que p implica q[2] então esta pessoa sabe q. Se utilizará, primeiramente, a versão positiva do princípio de fechamento, que é uma adequação do modus ponens[3], a fim de que deste modo facilite a compreensão do leitor, mas se deve ficar ciente desde já que a versão utilizada como premissa pelo cético é a negativa[4], logo é uma adequação do modus tollens[5]. Para melhor exame deste princípio o transportaremos para uma linguagem mais formal[6], como se segue:

Ksp & Ks (p→q) →Ksq[7]

O termo princípio de fechamento significa exatamente o que foi visto acima, que conhecimento está fechado sob a implicação (p→q), de modo que através da negação do conseqüente indiscutivelmente negar-se-á o antecedente.

Este princípio pode se apresentar, primeiramente, como algo aceitável para a atribuição de conhecimento, pois se sabemos qualquer proposição é razoável que saibamos suas contrárias; por exemplo, se eu sei que há pessoas ao meu redor eu sei que não estou cercado por dinossauros. Mas, o argumento cético é muito mais forte em requerer que se saiba que não se está sendo enganado, digamos por um gênio maligno.

Partindo do ponto que conhecimento é crença verdadeira justificada[8], o cético antes de nos mostrar que não conhecemos nenhuma proposição mundana deve nos convencer que nossas crenças não são justificadas. O princípio de fechamento para justificação[9] segue a mesma forma do para conhecimento:

JBsp & JBs (p→q) → JBsq[10]

Alguém poderia perguntar ao cético por que não estamos justificados nas proposições que são contrárias lógicas, neste momento ele faria uso do princípio de transferência de evidência. O princípio afirma: se você tem evidência que o justifique em crer que p, e p implica q, então você tem evidência em crer que q. Semelhantemente aos princípios já vistos,este último se apresenta de uma forma análoga:

eBsp & eBs (p→q) → eBsq[11]

Referências

DANCY, J. Introducción a la Epistemología Contemporánea. Ed. Tecnos, 1993.

KLEIN, P. D. Concept of Knowledge. In: Routledge Encyclopedia of Philosophy.London; New York: Routledge, 1998. CD-ROM, version 1.0.


[1] Entenda-se aqui p como qualquer proposição mundana.

[2] Entenda-se aqui q como sendo qualquer contrária lógica para p.

[3] P→Q

Q

––––––

P

[4] Essas versões foram propostas pelo Prof.Emerson Valcarenghi e são utilizadas aqui, devido sua plausibilidade. Tendo em vista isso, os teóricos sempre trabalharam com a forma positiva do princípio de fechamento tanto para negá-lo como para refutar o argumento cético sem desconsiderar o princípio.

[5] P→Q

~Q

––––––

~P

[6] Aqui se adotará a forma proposta pelo Dancy, mas Peter Klein mostra uma forma mais forte do mesmo princípio que é a seguinte: Ksp (p→q) →Ksq

[7] Ksp ou Ksp deve ser lido: o sujeito sabe que p ou que q. Esta é a nomenclatura que será utilizada neste trabalho.

[8] Gettier através de dois contra-exemplos questionou a suficiência da definição tripartite de conhecimento, mas não sua necessidade.

[9] Klein em seu artigo da Routledge Encyclopedia of Philosophy usa somente o princípio de fechamento na sua versão para justificação.

[10] JBsp ou JBsq dever ser lido:o sujeito está justificado na crença de que p ou q

[11] Lê-se o sujeito tem evidência para crer que.


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