O PROBLEMA DO CRITÉRIO PARTE 1

Excertos extraídos de texto apresentado VII Congresso Nacional de Filosofia Contemporânea da PUCPR e III Congresso Internacional de Filosofia da Psicanálise com o título O Problema do Critério e Suas Diversas Abordagens.

Dois pares de perguntas são pertinentes na epistemologia:

1. O que nós conhecemos? Qual é o alcance do nosso conhecimento?

2. Como decidimos se nós conhecemos? Quais são os critérios de conhecimento?

Se você souber responder ao par de perguntas 1, também saberá responder ao par 2 e vice-versa. Assim, se pudermos expor claramente o que conhecemos e até que ponto vai o nosso conhecimento se tornará fácil dar resposta a inquirição acerca de como decidimos que temos conhecimento e quais são os critérios para tal. Como se mostra, parece que quando chegarmos a resposta de um destes pares de perguntas automaticamente seremos capazes de prover solução para o outro par. Como também, se não dispormos de resposta para 1 não estaremos habilitados para responder 2 e vice-versa.

Buscando a solução para estes questionamentos surgem várias propostas que pode-se dividir em dois grupos:os metodistas e o particularistas.Os metodistas são aqueles que pensam ter a resposta para 2.Entre estes estão Jonh Locke e David Hume que afirmam que para ser um caso de conhecimento,este deve ser gerado da relação com os sentidos,para eles a origem do conhecimento está na experiência.Portanto,as pretensões de conhecimento devem satisfazer à critérios empíricos.O problema com esta visão é além do critério ser amplo,se forem aplicados de forma coerente nos levará a conclusão que sabemos pouco a respeito de nós mesmo e do mundo.

Os particularistas são aqueles que pensam ter a resposta para 1. Destacam-se Thomas Reid e G.E.Moore, representantes da teoria do senso comum que advogam que sabemos quase que em totalidade aquelas coisas que o vulgo pensa saber. Afirmam que se temos sensações e que estas nos conduzem a um conhecimento que temos um corpo então sabemos que o nosso corpo é…, deste modo conhecemos os fatos externos. O que se posta contra este ponto é que nossas sensações não são tão confiáveis assim.

Um terceiro modo de abordar a questão é o ceticismo que diz: não temos respostas para nenhum dos pares de perguntas. Assim, não temos como saber o que sabemos e nem como decidir se conhecemos algo.Essa não é uma alternativa muito plausível.

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