ATRIBUIÇÃO DE CRENÇAS

Deve-se deixar bem claro que atribuir uma crença não se quer dizer, necessariamente, que a pessoa tenha essa crença. Assim, se atribuirmos a crença à uma criança que ela está sentada numa cadeira, não estamos querendo dizer com isso que ela saiba o que é uma cadeira ou mesmo que tenha esta crença. Da mesma forma funciona quando atribuímos crenças como se fossem verdadeiras, não estamos tentando atestar a verdade das mesmas.

Donald Davidson fazendo uso da atribuição de crenças apontou o Princípio da Caridade como uma saída para o ceticismo. O Princípio da Caridade afirma que devemos atribuir a outros, crenças que em sua maioria são verdadeiras. Deste modo, a proposta cética estaria comprometida, pois o indivíduo teria no seu conjunto de crenças, majoritariamente crenças verdadeiras.

Muitos filósofos propõem que devemos ir pelo caminho inverso, negando assim o Princípio da Caridade. A proposta deles é que devemos atribuir ao sujeito crenças que em sua maioria são falsas.

Deve-se observar também aqui que o Princípio da Caridade não se apresenta como uma boa solução para o ceticismo, pois ainda que nós possamos atribuir crenças ao sujeito que em sua maioria são verdadeiras, isso não elimina a possibilidade que as crenças em questão numa disputa com o cético sejam falsas.

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