ELIMINATIVISMO

Os teóricos que apóiam esta teoria, afirmam que crenças são meros estados mentais. Chegando a fazer a previsão que um dia a ciência atestará que a concepção de crença tal qual possuímos, não existe e que um dia, uma nova teoria científica fornecerá um vocabulário adequado e que expresse novas noções cognitivas que substituam a noção de crença.

A partir desta nova teoria, a epistemologia passaria a ser substituída pelas neurociências ou seria um ramo das mesmas. Passando a epistemologia a fazer apelo, não a noção de crenças, mas de estados neurológicos.

Alguns têm tentando encontrar uma auto-contradição na teoria, pois ela afirma que não existem crenças, mas, no entanto crê que a ciência comprovará sua proposta. Uma possível resposta a essa objeção, por parte dos eliminativistas, seria que eles apenas prevêem.

Um dos problemas com esta teoria é a questão de como definir quando uma teoria pode tomar por completo o lugar da outra, como propõem os que defendem tal idéia. Sem falar que as previsões feitas por estas teorias não foram de modo algum confirmadas pela ciência.

Talvez o aspecto mais problemático da teoria seja que ela está baseada no futuro da ciência. Este futuro é completamente incerto, além de que as descobertas da ciência não têm apontado para a proposta eliminativista.

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3 Respostas to “ELIMINATIVISMO”

  1. Armando Henrique Campos dos Santos Says:

    Os eliminativistas dizem que eles “apenas prevêem”.
    É possível prever algo e não CRER que esse algo pode ou não acontecer? Em tudo o que se postula, em tudo o que se afirma hipoteticamente há a crença de que pode ser verdade ou não; de que pode ser provado empiricamente ou não. Logo, não há como fugir da linguagem, tampouco da crença como forma de se expressar uma teoria ou uma hipótese a respeito de determinados fenômenos observados.
    O Eliminativismo parece-me uma teoria frágil, se baseada na ideia de que “uma nova teoria científica fornecerá um vocabulário adequado e que expresse novas noções cognitivas que substituam a noção de crença.”.

  2. Armando Henrique Campos dos Santos Says:

    Continuando. É que questiona Matthews (2007, p. 54):

    “No entanto, tudo isso é muito vago: jamais é especificado, em detalhes, o quanto uma ‘neurociência madura’ nos possibilitará fazer distinções normativas sem utilizar conceitos intencionalistas como o pensamento, a crença, o desejo, a esperança, e assim por diante. Supostamente, devemos aceitar isso de maneira confiante, mas existem boas razões para não fazê-lo.”¹

    ___________________
    MATTHEWS, Eric. Mente: conceitos-chave em filosofia. Porto Alegre: Artmed, 2007. Cap. 2, p. 33 – 56.

  3. Anônimo Says:

    Nao consigo entender como os eliminativistas e aqueles que escrevem sobre esta teoria, ridicularizam alguns conceitos e ideias de Folk Psicologia, alegando que esta ultima eh uma teoria equivocada. Mas ao mesmo tempo, o eliminativismo para julgar F.P, ou teorias que envolvem crencas, desejos ou estados mentais ainda nao 100% claro para nenhum cienctista, se ultilizam de certa crenca que a crenca do outro esta equivocada, ja que o eliminativismo materialista estuda estados mentais como um dos departamentos da Filosofia d mente. Tambem, a descricao postada no texto acima, ja inicia dizendo: “Chegando [os teoricos do eliminativismo] a fazer a previsão que um dia a ciência atestará que a concepção de crença tal qual possuímos, não existe”. Fazer uma previsao nao seria nutrir uma crenca, ter um desejo ou apelar de alguma sorte para algum estado mental de conhecimento?

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