A RESPOSTA DE NOZICK AO PROBLEMA DE GETTIER

Nozick aponta que nos casos de tipo Gettier, a crença verdadeira justificada não é conhecimento, porque se a proposição crida pelo sujeito fosse falsa, mesmo assim, este continuaria crendo nela.

Partindo disso, para ele, o sujeito terá conhecimento,quando S crer que p,e se p fosse falsa, S não continuaria a crer que p.A proposta parece ser bastante atrativa. Veja como ela se adéqua, analisando o seguinte exemplo:

Eu dentro do meu quarto formo a crença que há gatos na minha sala, a partir do dado que ouço miados, vindo da direção da sala. Acontece que, de fato, há gatos em minha sala, porém eles estão em silêncio. Sendo que,os miados que eu ouvi, foram reproduzidos por um celular que tocava na minha sala, no momento.

Neste caso, o sujeito não tem conhecimento, e a resposta de Nozick é que, se não existissem gatos na sala, eu, ouviria o som de miados e continuaria tendo a crença de que havia gatos em minha sala.

Mas, digamos que em circunstâncias distintas, p fosse verdadeira, então Nozick acrescenta mais uma exigência, que é a de, o sujeito deve continuar a crer que p. Portanto, no caso apresentado acima, mesmo eu não ouvindo miados, para ter conhecimento, teria que crer que há gatos em minha sala.

A proposta de Nozick caracteriza-se pela rastreabilidade da verdade da crença. De forma que, p sendo falsa, o meu método não me levaria a crer que p, e p sendo verdadeira o mesmo método me levaria a continuar a crer que p. Assim, o meu método deve me levar a crer que p, apenas quando p for verdadeira.

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14 Respostas to “A RESPOSTA DE NOZICK AO PROBLEMA DE GETTIER”

  1. Roberto Says:

    Olá, Elano.
    Estou acompanhando suas postagens! Agradeço a dica do livro de introdução à epistemologia na outra postagem que comentei.
    Eu tenho dificuldade em entender que as crenças dos contra-exemplos do tipo de Gettier sejam verdadeiras justificadas.
    Não bem fundamentado, mas intuitivamente, aparentemente compartilho desta idéia de rastreabilidade da crença. Aproveitei sua postagem e escrevi algo a respeito. Veja que não escrevo de forma acadêmica (nem tenho como!), pois não é a intenção do blog, mas dou alguns pitacos: Mais um pouco sobre Gettier.
    Abraço,
    Roberto

    • Elano Sudário Bezerra Says:

      Caro Roberto,
      Primeiramente,fico muito agradecido pelas suas visitas e seus comentários.Bem,com relação a se as crenças dos contra-exemplos de Gettier sejam verdadeiras e justificadas,posso dar-lhe alguns esclarecimentos.
      Em primeiro lugar,você deve ter em mente que Gettier escreveu seu artigo com o propósito de questionar a suficiência da condição tripartide,proposta por Platão,para conhecimento.Assim,seus contra-exemplos atestam a necessidade dessas três condições(crença verdadeira justificada),mas nega sua suficiência.
      Alguns teóricos tentando salvar a definição tradicional de conhecimento,advogaram que nos casos de Gettier o sujeito não estava justificado.Não creio dessa forma,acredito que nos casos de tipo Gettier as três condições são satisfeitas.Para consolidar isso,cito abaixo um caso de tipo Gettier proposto por Roderick Chisholm:

      S está no campo e tem diante de si um local com todas as características de uma fazenda,e na fachada do local está escrito: “Fazenda de ovelhas”.S olha para aquela fazenda e vê distante de si um animal,S forma a crença de que há pelo menos uma ovelha na fazenda.O que ocorre é que o animal que ele viu é um cão pastor e não uma ovelha,mas de fato há uma ovelha detrás de uma pedra.

      Note,a crença de S que há pelo menos uma ovelha no campo é indubitavelmente verdadeira,e S tem justificação para crer nisso,pois está em um cenário do campo e tem diante de si,um local que além de ter todas as características de uma fazenda,tem uma fachada informando que ali é uma fazenda de ovelhas.Essas são as razões que seriam apontadas por S,se fosse questionado acerca do porquê ele crê que há pelo menos uma ovelha na fazenda.

  2. Roberto Says:

    Elano,
    Agradeço a resposta.
    Sim, entendo que Gettier questiona a suficiência da CVJ, mas ainda não consigo ver as crenças propostas pelos contra-exemplos como CVJ.
    Neste exemplo, ver um animal distante não o permite afirmar que seja uma ovelha. Ele pode afirmar que tem boas razões para supor que seja, mas não que seja. É por isso que disse na minha postagem que estes exemplos me soam irreais. Eu, no lugar de S, diria que há pelo menos um animal (e isso se pudesse de fato dizer que é um animal e não uma estátua ou algo assim), não que há pelo menos uma ovelha. Não entendo que S esteja justificado a dizer que SABE haver pelo menos uma ovelha na fazenda, mas que SUPÕE haver.
    Além disso, acontece que esta crença não existe sozinha. Ela depende de outras. Mais importante é dizer que há identidade entre essas crenças (no caso, a imagem do animal que supõe ser ovelha e haver pelo menos uma ovelha). Sua crença não é exatamente a que é proposta pelo exemplo, mas a identidade do seu raciocínio. Veja, eu questiono também a justificação da crença (sua formação), mas mais que isso, eu questiono a própria crença. E questiono também a verdade, por conta da identidade implícita nela (uma das crenças é falsa). Enfim, eu não entendo que se trate de fato de CVJ.
    Não sei se me explico bem, mas tentei! rs
    Abraço,
    Roberto

    • Elano Sudário Bezerra Says:

      Caro Roberto,
      Entendo a tua hesitação em aceitar que nos casos de tipo Gettier o sujeito tenha crença verdadeira.Mas,deves entender que a crença que está em jogo é,realmente,verdadeira.Ainda que,o sujeito tenha formado a crença a partir de uma evidência falsa.
      Tendo em vista este aspecto é que surge uma teoria chamada de inexistência de evidência falsa,que diz que para S ter conhecimento,sua crença alvo não deve ser inferida de uma crença falsa,ou mesmo,no seu conjunto de crenças não deve haver crenças falsas(para esta teoria evidência é o mesmo que crença).
      Com relação a justificação nos casos de Gettier,isto é um ponto muito controverso,mas entendendo a justificação,no sentido de provê argumentos para fundamentar a verdade da sua crença,S nos casos de Gettier pode fazer isso com tranquilidade.
      Tuas observações são de grande valor,e o objetivo deste blog é exatamente discutir estas teorias.
      Muito obrigado!
      Abraço

  3. Roberto Says:

    Elano, meu caro, obrigado pelo incentivo à discussão.

    Não sei se conseguiríamos avançar daqui. Mesmo assim, vale acrescentar algo.

    Entendo que a crença isolada é verdadeira. O que não aceito bem é que ela, enquanto crença, possa ser tratada independente de suas crenças formadoras. Talvez se falasse mais propriamente se se dissesse que a proposição é verdadeira, enquanto a crença de S não, pois dependente (em identidade) de outras crenças, sendo pelo menos uma delas falsa.
    Novamente, isso também parece ter o mesmo caminho que esta “teoria chamada de inexistência de evidência falsa”. Tirando o empirismo que o termo “evidência” carrega em si, eu concordo que a “crença alvo não deve ser inferida de uma crença falsa”.
    Quanto à justificação, se, pelo que disse acima, uma crença falsa não justifica uma crença alvo, não posso concordar que haja justificação nos exemplos do tipo de Gettier. Mas também entendo que, aceitando este axioma ou o deixando de lado, os exemplos suscitam muita reflexão, não deixando de ser úteis, mesmo que enfim sejam falsos, se de fato o forem!

    Novamente agradeço. O papo já me serviu para pensar melhor a respeito. Dúvidas ainda tenho aos montes, mas espero ir sanando-as aos poucos, à medida em que puder estudar o assunto.
    Se tiver condições, comentarei também sobre outros tópicos.

    Abraço,
    Roberto

    • Elano Sudário Bezerra Says:

      Roberto,
      Eu compreendo, completamente, que achas complicada a idéia de a partir de crenças falsas se chegar a uma crença verdadeira.Mas, mesmo assim,isso não invalida a verdade da crença alvo.Veja,digamos que eu formo a crença que vou morrer daqui a duzentos anos,a partir de um sonho que eu tive.Ainda que, o sonho não seja uma fonte confiável e,vamos considerar que aqui as informações que nos são dadas por sonhos são falsas.Mesmo assim,isso não implica que a crença que vou morrer daqui a duzentos anos seja falsa,só porque me foi dada a partir de uma informação falsa.
      Quanto a justificação,observe que,nos casos de Gettier, não são crenças falsas que justificam a crença alvo do sujeito.
      Abraço

  4. Roberto Says:

    Olá, Elano.
    Aqui estou eu sem dormir ainda e vi sua resposta.

    Olha, em todos os exemplos que vi, sempre há uma crença falsa nas inferências (e um grande acaso! rs).
    Mas, na verdade, meu ponto não é exatamente a justificação ou a verdade, mas a própria crença. Deixe-me tentar explicar bem resumidamente…
    O primeiro exemplo de Getttier é uma inferência em que A e B são crenças de S formadoras de C. A proposição C é verdadeira. Acontece que S não crê em C somente. Ele crê em A^B^C. Sendo a proposição A, por exemplo, falsa, então a real crença de S é falsa, mesmo que B e C sejam verdadeiras.
    O segundo tem uma crença de S em A e uma inferência lógica AouB, que é verdadeira por conta de B. Mas a crença real de S é em A^AouB.
    OK, sempre se analisa apenas a crença alvo, que sozinha é verdadeira. Se justificada ou não, também tenho minhas dúvidas, mas o ponto é que esse isolamento da crença alvo é o que me soa forçado, irreal e, de todo modo, reducionista.

    Uma palavrinha a mais… Eu não teria dificuldade em, por questões didáticas, aceitar o isolamento da crença e fazer sua análise assim. Porém não é com isso que estou preocupado, mas com a realidade. Talvez eu seja muito metafísico e pouco analítico! rsrs

    Grande abraço,
    Roberto

    • Elano Sudário Bezerra Says:

      Caro Roberto,
      Entendo o teu ponto,achas que os casos de Gettier são por demais distantes da realidade,e,portanto,o sujeito em uma situação real,dificilmente, teria crenças como as que são apresentadas dos casos de tipo Gettier.
      Em epistemologia analítica,nós temos os chamados subjuntivos,que são eventos que poderiam acontecer.Veja,PODERIAM,ou seja,talvez nós não iremos encontrar nenhuma situação real onde o sujeito esteja gettirizado.Porém,não é bem isso que nos interessa,pois situações como essas não precisam acontecer,basta que elas sejam possíveis.
      O que nós fazemos na epistemologia,é tomar uma teoria e propor algumas situações hipoteticas para testar a validade da mesma,estas situações não precisam acontecer na realidade,bastam que sejam possíveis,e sendo possíveis a teoria terá que dar conta do caso apresentado.
      Abraço

  5. Roberto Says:

    Meu caro,
    Não é bem que as crenças dificilmente seriam aquelas (penso também que numa situação real alguns exemplos falam de uma crença inverossímil, mas não é bem esse o ponto). É impossível que as crenças sejam aquelas porque as crenças nunca são isoladas. E as dependências e identidades entre elas deveriam ser consideradas na teoria.
    Se não são consideradas, os estudos de caso bem poderiam ser bem mais simples. No caso das ovelhas, simplesmente S passar por um lugar que na fachada diga “fazenda de ovelhas” o poderia fazer supor e formar a crença que haja ovelhas, pelo menos uma, caso contrário não seria uma fazenda de ovelhas. Se a possibilidade lógica da crença é suficiente para a justificação, e se é verdade que há uma ovelha, então S conhece (ou, pelo menos, falamos de CVJ). Mas a este acaso, também presente nos exemplos de Gettier, dificilmente chamaríamos conhecimento (e a justificação é bastante questionável).
    Veja, também não estou a sugerir que ao analisar uma crença, devamos analisar todas as crenças de um sujeito, ou todas as crenças que estão diretamente ligadas à crença alvo. Isto é impossível. Mas, de todo modo, estou dizendo que no processo de formação da crença não pode haver qualquer erro, seja na verdade das crenças formadoras, seja na justificação. Senão, a proposição que se crê, se é que se crê (pois isso também questiono), pode ser verdadeira (justificada ainda não sei), mas não é conhecimento (e, se estou certo, nem CVJ, contra Gettier).

    Elano,
    Estamos ambos sendo um tanto insistentes. Se passo a incomodar por teimosia, apenas avise e paro, ok? Quanto a você, incomodando-me obviamente não está. Não sei se chega a entender meu ponto (mais por minha própria incapacidade em explicar), mas certamente está me ajudando a pensar.

    Abraço,
    Roberto

    • Elano Sudário Bezerra Says:

      Caro Roberto,
      Se eu entendi bem,estas querendo dizer que se há falsidade no conjunto de crenças de S,S não pode ter conheciento.Não vejo esta proposta com bons olhos,porque acredito que ela torna conhecimento praticamente impossível,pelo menos,para os homens,já que seria uma teoria demasiadamente forte dizer que S tem que ser infalível na formação de suas crenças.
      Quanto a justificação,apresento-te um caso de tipo Gettier,apresentado por Paul Moser,a partir de Lehrer e Feldman,este caso foi formulado,justamente,para os que questionam a justificação de S nos casos de Gettier.Peço-te que o leias com bastante atenção,pois o caso é muito sofisticado.

      Suponha que Smith tem conhecimento da seguinte proposição,M:Jones,que Smith sempre teve como pessoa confiável e de quem não tem motivo algum para desconfiar agora,contou ao próprio Smith,seu colega de escritório,a proposição P:ele,Jones,tem um Ford.Suponha também que Jones só contou P a Smith porque estava num estado de hipinose,;e que P só é verdadeira porque,sem que o saiba,Jones,depois de entrar no estado de hipinose,de fato ganhou um Ford num sorteio.Suponha ainda que Smith deduz de M sua generalização existencial,Q:Há alguém que Smith sempre teve em conta de pessoa confiável e de quem não tem motivo algum para desconfiar agora,que contou ao próprio Smith,seu colega de escritório,que tem um Ford.Smith,portanto,conhece Q,pois deduziu corretamente Q a partir de M,que também conhece.Suponha,porém,que,a partir de seu conhecimento de Q,Smith creia em R:Alguém no escritório é dono de um Ford.Nessas condições,Smith tem crença verdadeira e justificada em R,conhece os dados que o levam a crer em R,mas não conhece R.

      Reflita sobre o caso.E vamos continuar a discussão.
      Abraço

  6. Roberto Says:

    Olá, meu caro Elano.

    Vamos em duas partes.

    A primeira:
    Eu tomei o cuidado em dizer que não creio que deveríamos analisar todas as crenças envolvidas (conjunto de crenças) exatamente por isso. Se exigirmos certeza a respeito de todas as crenças só nos resta o ceticismo (na verdade, eu creio na Revelação, tendo uma alternativa ao ceticismo, mas entendo que não é neste sentido que deveríamos debater aqui). Porém, nos casos em questão, por exemplo, no caso das ovelhas, S justificará sua crença de que há pelo menos uma ovelha afirmando que viu um animal que parecia uma ovelha (ele o supôs). Mas ele, de fato, nem justificado a crer ser uma ovelha está. Está, no máximo, justificado a crer que pode ser uma ovelha. Ele não sabe desde aí, apenas supõe. Crenças formadas a partir de afirmar que o que viu era uma ovelha são claramente falsas e injustificadas.
    Veja, isso não é o mesmo que exigir certeza. Digamos que ele tenha de fato visto uma ovelha. Mas é uma ovelha fugida de uma fazenda vizinha. E a crença formada não é que haja uma pelo menos uma ovelha no momento, mas que há pelo menos uma ovelha que pertence à fazenda no momento. Neste caso, ele ainda não tem conhecimento, mas o processo de formação de sua crença é, no mínimo, mais verossímil que nos casos de Gettier, pois ela é formada a partir de uma identidade real: ele realmente viu uma ovelha!
    Em suma, há algo de errado nos exemplos de Gettier (e outros exemplos também) quanto à formação da crença. Seja por falsidade, seja por falta de justificação, seja que a própria crença formada não é bem a crença que se propõe no exemplo.

    A segunda:
    Eu já tinha visto este exemplo de Moser. De fato ele é mais elaborado e difícil, evitando as obviedades de outros exemplos. Ele não deixa, porém, de incluir uma anormalidade (como o acaso de outros exemplos), algo que impede que a formação da crença seja sadia.
    Talvez a justificação deva incluir que o processo de formação de crenças seja “normal”. Não sei. Isso já vai muito além do que já pensei a respeito.

    Meu caro, não quero parecer menosprezar os exemplos. Reconheço a dificuldade imposta por eles. Apenas que me parece haver algo de errado com eles. Precisar o que e como resolver vai além de minha possibilidades! 😉

    Grande abraço,
    Roberto

    • Elano Sudário Bezerra Says:

      Roberto,
      Nos casos de Gettier S não tem conhecimento,e o que está errado neles é que há as três condições tradicionais para conhecimento e,mesmo assim,S não conhece.
      A crença do sujeito é acidentalmente verdadeira.Quanto a formação da crença de S,como já lhe havia dito faz uso dos subjuntivos,ou seja,não é muito do nosso interesse que este exemplo seja próximo ou não da realidade.
      Em momento algum afirmamos que S tem conhecimento nos casos de Gettier.Vejo que o que já estás fazendo é formulando uma proposta para solucionar o problema dos casos de Gettier.O que é bastante louvável.
      Agora,gostaria que você explicasse esta normalidade para conhecimento.
      Abraço

  7. Roberto Says:

    Elano,
    Eu sei que não se diz que se tem conhecimento nestes casos. O que digo é que, como entendo, nem se trata de CVJ, justamente por conta deste “acidente” (que envolve aquela identidade que torna a crença uma outra, a falsidade em alguma das informações e o engano na justificação). Há algo errado na formação da crença, é isto que digo. Precisar este erro tecnicamente é o que não tenho possibilidades de fazer. E não melhor do que já fiz! rsrsrs
    Assim, explicar a “normalidade” me é impossível. Talvez, no máximo, eu possa dizer que as condições, tanto internas quanto externas ao sujeito, deveriam ser tais que o possibilitassem uma formação de crença sadia, sem esses “acidentes”.
    Grande abraço,
    Roberto

  8. Elano Sudário Bezerra Says:

    Caro Roberto,
    Note que pelo fato de uma crença ser acidentalmente verdadeira,ela não deixa de ser crença, nem de ser verdadeira.Lembre do exemplo do sonho!Ainda que a minha justificação seja questionável a crença verdadeira, realmente, ocorre.
    Com certeza há algo de errado na formação da crença do sujeito nos casos de Gettier,por isso é que surgem as teorias tentando completar as condições para que o sujeito tenha conhecimento.
    Quando tu propões que o sujeito tem que ter condições que lhe proporcionem uma crença sadia,já estás elaborando uma definição de conhecimento.
    Abraço

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