O PARADOXO DA LOTERIA

Por

Keith Lehrer

em

Theory of knowledge

Para ver a importância da observação anterior, considere o paradoxo da loteria devido à Kyburg. O paradoxo procede da suposição que alguma probabilidade menor que uma unidade é suficiente para aceitação justificada. Suponha que escolhemos uma probabilidade de 0,99, como suficiente. Considere, então, uma loteria, sabermos ser justa, com uns cem tickets tal que o vencedor foi sorteado. Neste caso, algum de nós poderia argumentar da seguinte maneira: estou justificado em aceitar que o ticket número 1 não ganhou, porque a probabilidade dele ter vencido é somente 0,1 e, portanto, a probabilidade dele não vencer é 0,99, com requerido. Pelo mesmo argumento, estou justificado em aceitar que cada um dos tickets não ganhou, pela probabilidade de cada ticket vencer ser de 0,1 e de não vencer de 0,99. A suposição que 0,99 é suficiente para aceitação justificada não me permitiria argumentar que a conjunção de todas estas conclusões individuais, que eu estou justificado em aceitar é algo que também estou justificado em aceitar. O conjunto de conclusões que eu estou justificado em aceitar à efeito que cada um dos tickets não será o vencedor, entretanto, é logicamente inconsistente com meu conhecimento que um deles venceu.

Ainda que possa ser improvável que um dado ticket venceu, há um argumento simples no sentido de que eu não sei que ele não ganhou e, daí, que eu não poderia estar justificado em afirmar que sei, ou aceitar, que não venceu. É que sei que exatamente a mesma razão está disponível para justificar em aceitar que o ticket vencedor não venceu. A definição de justificação dada acima, quando combinada com a fórmula para aceitação razoável, produz o resultado correto que não estou justificado em aceitar que o ticket número 1 não venceu. Considere como o seguinte instala-se no jogo da justificação:

Requerente: O ticket número 1 não venceu.

Cético: O ticket número 2 não venceu.

O cético produziu um competidor para a minha afirmação, porque, por definição, c compete com p exatamente no caso mais razoável para aceitar que p sobre a suposição que c é falso do que sobre a suposição que c é verdadeiro. Se o que ele tem afirmado é falso e o ticket número 2 ganhou, então minha afirmação deve ser verdadeira. Por outro lado, sobre a suposição que o que ele afirmou é verdadeiro, a probabilidade da minha afirmação é reduzida à 98 ou 99, porque o número de ganhadores potenciais é reduzido a 99. Neste caso, as utilidades de aceitar as duas afirmações, a minha e do cético, são obviamente as mesmas, e, portanto a razoabilidade comparativa das duas afirmações é a mesma. Conseqüentemente, a afirmação do cético não é derrotada, é razoável como a minha, e não pode ser neutralizada por outra.

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Uma resposta to “O PARADOXO DA LOTERIA”

  1. Esther Says:

    A verdade é que loteria é perda de tempo X]
    A probabilidade de se ganhar normalmente é muito pequena.
    A não ser que você compre todos os tickets =P

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