CETICISMO

Por

Stewart Cohen

em

Contextualismo y esceptismo

Quero mostrar agora como podemos explicar,se adotamos o ponto de vista contextualista,certos paradoxos céticos. Ao final ficarão elementos muito menos que satisfatórios na explicação contextualista.Mas, quero explorar até onde podemos levar o tratamento contextualista dos argumentos céticos. Vimos anteriormente que, para evitar o ceticismo, o princípio de implicação [S sabe que p sobre a base (razão ou evidência) R se e somente se R implica p]. Em seu lugar, o falibilista mantém que alguém não pode saber nem se quer há alternativas consistentes com a própria evidência.

Desgraçadamente, o ceticismo não se despede de maneira tão fácil. Pois existe outro princípio, mas fácil que o princípio de implicação, que é muito difícil de refutar. E este princípio ameaça voltar a instalar o ceticismo incluindo o caso das teorias falibilistas. Este principio diz que o conjunto de proposições conhecidas (por S) está fechado sob a implicação conhecida (por S).

Se S sabe que p e S sabe que p implica q, então S sabe que q;

alternativamente:

Se S sabe que p e S sabe que p implica q, então S está em posição de saber que q.

O argumento cético baseado no princípio de implicação observa simplestemte a existência de alternativas compatíveis com nossa evidência( ou com nossas razões) e a pela a continuação do principio de implicação para gera um resultado cético. O argumento cético baseado no principio de fechamento começa argumentando, de maneira completamente plausível, que seja o que seja que digamos sobre a significação das alternativas céticas, não sabemos que sejam falsas. Poderíamos pensar que temos alguma razão para crer que nós não nos enganávamos da maneira que sugere o cético, mas é muito difícil manter que sabemos que não nos enganávamos de tal maneira.

Para usar um famoso exemplo de Dretske, suponhamos que estamos no zoológico vendo as zebras. Consideramos a possibilidade do que vemos não ser uma zebra e sim uma mula espertamente disfarçada. Ainda que possamos ter alguma razão para negar que estamos vendo uma mula espertamente disfarçada, parece errôneo dizer que sabemos que estamos vendo uma mula espertamente disfarçada. Depois de tudo, esse é o aspecto que teria se fosse uma mula espertamente disfarçada.

Mas se não conhecemos a falsidade das alternativas céticas, então podemos derivar um resultado cético a partir do princípio de fechamento. Seja p alguma proposição que eu afirmo conhecer e seja h uma alternativa cética para p. A partir do princípio de fechamento podemos derivar:

(1) Se sabemos que p, então sabemos que não-h.

Se colocamos isto juntamente com:

(2) Não sabemos que não-h,

Segue-se que

(3) É falso que sabemos que p.

Agora bem, como observou G.E. Moore, a negação da conclusão deste argumento é quiçá mais plausível que qualquer das duas premissas. Deste modo Moore pensou que podia responder este argumento apelando a (1) e (3) para negar (2). Alguns pensam que Moore cometeu uma petição de principio com respeito ao cético. Eu sugeriria que aquilo que nos enfrentamos aqui é um paradoxo –– um conjunto de proposições (1),(2) e (3), cada uma das quais tem uma plausibilidade independente que é considerável.–– Depois de tudo, porque não dizer que o cético comete uma petição de principio com respeito a Moore? O problema que tem a resposta de Moore é que não consegue explicar o atrativo que tem o argumento cético, deste modo, não consegue resolver o paradoxo.

Agora bem, suponhamos que nenhum de nós é um cético. Em algum sentido, o ceticismo é uma loucura. Deste modo, queremos uma resposta ao paradoxo que prescreve nossa crença de conhecermos coisas. Mas, se tal resposta tem de constituir uma solução ao paradoxo, tem que explicar o inegável atrativo dos argumentos céticos. Pois isto é o que, antes de tudo, a lugar ao paradoxo. Inicialmente afirmamos que sabemos muitas coisas. Freqüentemente consideramos argumentos céticos e,então, vacilamos entre pensar que conhecemos e temer que não fazemos. Qualquer solução do paradoxo tem que explicar como acabamos com essas inclinações inconsistentes. Realmente, temos que explicar ou exorcizar o cético que levamos dentro.

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