Maldita Linguagem…

[O poema a seguir é de autoria do Luís Fernando, um amigo nosso do mestrado de Ética e Epistemologia da UFPI. De uma forma sutil e extraordinária, ele trata de conceitos presentes na filosofia da linguagem e precisamente em Quine.]

Queria escrever uma poesia sobre algo que ainda nem sei…

Mas, infelizmente, me faltam as palavras…

Malditas palavras que sempre me faltam quando mais preciso delas…

Ou seria o conteúdo que as recheia que me escapa…

Sobram palavras fúteis para expressar a falta das palavras que eu ainda espero em vão…

Que cafetina mais sorrateira é a linguagem que em seu seleto Salão do Belle Époque esconde as mais cobiçadas e atraentes palavras…

Ela sempre nos prende em sua inescapável rede semântica tal como uma presa indefesa de aranha noturna…

Seus nexos transcendentes sempre ultrapassam o escopo a que se restringe nossa sensibilidade servil…

Quero fugir desse mistério que é a linguagem, mas sempre estou preso a ela como em um redemoinho eterno…

Maldita linguagem… Sua inescrutabilidade referencial nos apavora e intimida…

Maldita seja a linguagem… Pois mesmo em meu mais profundo silêncio de Crátilo estou condenado a ser seu refém…

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Uma resposta to “Maldita Linguagem…”

  1. Luis Fernando Says:

    Obrigado Elano por postar meu texto aqui em seu bolg.

    Abraço!

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