Archive for julho \29\UTC 2010

RAZOABILIDADE PRÁTICA

julho 29, 2010

Por

Keith Lehrer

em

Self-trust: a study of reason, knowledge, and autonomy

Considerar razão prática. A conclusão da razão prática é preferência, que é a base da escolha e ação. Eu escolho o que eu prefiro e persigo o que escolho. O objeto da aceitação é algo em forma proposicional, este algo é o caso, mas o objeto da preferência é ação, que eu aceito algo. Desejamos coisas de vários tipos: sorvete, amor, uma bebida gelada , uma solução para um problema filosófico, um orgasmo, despertamento espiritual, e uma miríade de coisas. Uma preferência para satisfazer estes desejos e perseguir sua satisfação é, entretanto, uma preferência de algo, que obtenho o sorvete, que tenho a bebida gelada, que resolve o problema filosófico, e assim por diante.

Minha preferência é uma preferência para a satisfação de algum fim, usualmente, mas nem sempre desejo, e a perseguição deste fim. Eu poderia preferir realizar alguma obrigação odiosa e perseguir este fim sem qualquer desejo por isso. O fim é algo que avalio positivamente como tendo mérito e, realmente, tendo um ótimo mérito entre conflitar fins, seguindo, é claro, para empatar. Como faço meu melhor para obter o que tem mérito e evitar o que não tem, eu chego a uma avaliação e preferência positiva baseada no meu sistema de fundo, meu sistema de avaliação. Minha preferência é assim, meu melhor esforço, baseado na informação que possuo, persigo o que tem o maior mérito entre minhas opções e evito as que tem menos. Mas meus melhores e bons esforços são suficientes? O que sobre o cínico  que diz que preferências são expressões do querer e exterior a vida da razão? As preferências não são sabias, nem tolas, nem razoáveis, nem irrazoáveis, se poderia acrescentar, elas são súditas da vontade. Como posso respondê-las?

DESCARTES E O CETICISMO

julho 27, 2010

[Depois de uma parada nos posts de autoria própria, resolvi então, escrever algo. O texto não traz nada de novo para o mercado filosófico, são apenas algumas observações.]

Descartes acreditando na possibilidade de estabelecer um conhecimento certo e seguro, inicia por duvidar seriamente, como o cético faz, do que pensamos conhecer. A decisão de duvidar é provocada pela percepção de que, por um lado, nosso conhecimento é frágil e de que, por outro, essa fragilidade passa desapercebida ou é pouco considerada.

A primeira etapa da dúvida ataca o conjunto de minhas opiniões sobre as coisas sensíveis. Eu acredito que conheço os objetos do mundo exterior, porque eles se manifestam à minha percepção sensível. Porém, para desestabilizar isso basta mostrar que os sentidos me enganam algumas vezes e que, portanto, podem estar me enganando sempre.

Numa segunda etapa a dúvida volta-se para questionar a própria realidade da percepção sensível. Assim, suspeita-se que eu possa ter uma percepção sensível. Quando vejo ou toco, posso apenas estar pensando que faço tais coisas. Numa terceira etapa, a dúvida volta-se para mostrar que aquilo que intuímos intelectualmente pode não corresponder a realidade.

A resposta inicial de Descartes a essas questões é que ele certamente existe se pode convencer a si próprio de alguma coisa. Sua existência é uma condição necessária para que ele pense em alguma coisa, e ele pensar alguma coisa é uma condição suficiente para sua existência. É isso que inicia a queda do ceticismo.

Para Descartes o fato de eu ter um pensamento, de estar consciente dele, sendo que esta consciência é a base para esse autoconhecimento. Assim, não posso estar equivocado quanto a qualquer um dos meus pensamentos de que tenho consciência, de forma que, neste aspecto, não há espaço para erro.

Porém, cabe as epistemólogos questionar até que ponto esta argumentação é eficaz contra o ceticismo. Ao que parece, o argumento de Descartes não me dá garantia, se quer, para que eu afirme que tenho uma mão. Apesar da extrema engenhosidade do argumento cartesiano, para se chegar à certeza do cogito, ergum sum, não nos ajuda a contestar as hipóteses céticas com respeito ao mundo exterior. Assim, a certeza de Descartes, limita-se a garantia de crenças cogitais.

Além disso, o método cartesiano não questiona o próprio conteúdo de seus pensamentos. Quando falamos do conteúdo de nossos pensamentos, já estamos falando do que pertence ao mundo, já que atos de pensamentos visam trazer os objetos exteriores para o conteúdo da própria mente. Desse modo, as expressões de pensamento, geralmente, implicam a realidade exterior. O que nos leva a pôr em dúvida a certeza do “eu penso” de Descartes.

Referências

FORLIN, E. O papel da dúvida metafísica no processo de constituição do cogito. São Paulo: Associação Editorial Humanitas,2004.

LANDESMAN, C. Ceticismo. São Paulo: Edições Loyola, 2006.

A TEORIA DA ANULABILIDADE

julho 24, 2010

Por

João Benjamin Valença Albuquerque

[Dissertação apresentada como requisito para a obtenção do título de Mestre em Filosofia,  no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.Sob a orientação do Prof.Dr. Cláudio Gonçalves de Almeida.]

Para a teoria da Anulabilidade (The No Defeaters Theory), o que mais chama a atenção, no caso Gettier, é “que, talvez, exista uma proposição verdadeira tal que, se o sujeito acreditasse nela, então talvez ele não acreditasse (ou talvez não estivesse justificado em acreditar) na proposição em questão”.

Ela sustenta, grosso modo, que não é apenas a evidência que uma pessoa possui que torna uma crença epistemizada; é, igualmente, importante que não haja evidência anuladora desta crença. Isto é, a fim de que uma crença seja epistemizada, ela precisa não apenas estar justificada, mas sua justificação deve ser tal que não exista uma verdade que, se adicionada às razões que justificam a crença, esta não mais estaria justificada.

Assim, se Smith tivesse se dado conta de que Jones não possuía um Ford (que é verdade), então ele não teria ‘boas razões’ (justificação) para crer na proposição ‘ou Jones tem um Ford ou Brown está em Barcelona. Do mesmo modo, se Smith tivesse ‘percebido’ que o que ele estava olhando não era uma ovelha, não mais estaria ‘justificado’ em crer na proposição ‘há uma ovelha no campo’.

Definindo a Teoria da Anulabilidade

Df. S sabe que p sse: S crê que p; (ii) p é verdadeiro; (iii) S está justificado em crer que p; (iv) não existe proposição verdadeira t tal que, se S estivesse justificado em crer que t, então S não irá estar justificado em crer que p (nenhuma verdade anula a justificação de S em p).

A Teoria da Anulabilidade procura explicar porque não é um acidente cognitivo a verdade de uma crença justificada. Defensores desta teoria dizem que, se algumas das razões ‘importantes’ (aquelas que, se forem removidas, poderiam destruir a justificação) forem falsas, então adicionar a negação dessas razões (em outras palavras, adicionando a verdade) às crenças do agente cognitivo, estas anulariam a justificação; e, mais, se existir alguma evidência que o agente epistêmico não possui, tal que faça parecer que é apenas um acidente que a crença é verdadeira, as proposições que descrevem tal evidência poderiam anular a justificação.

Infelizmente, suplementando a tradicional teoria do conhecimento (crença verdadeira justificada) com a cláusula (iv) ou eliminando a (iii) não vai resolver o problema de Gettier. Segundo alguns epistemólogos, existem outros tipos de caso Gettier nos quais eles continuam não se qualificando como um caso de conhecimento.

EPISTEMOLOGIA E COGNIÇÃO

julho 24, 2010

Por

Alexandre Meyer Luz

em

Veritas,Porto Alegre, Dezembro de 2005,v.50,n.4

O ensaio publicado por Alvin Goldman em 1986, Epistemology and cognition, tem um objetivo ambicioso, enunciado já no início de sua Introdução: “redirecionar e reestruturar o campo da epistemologia”.12 A epistemologia renovada, preocupada tanto com os aspectos individuais quanto com os aspectos sociais do conhecimento, será marcada pela cooperação intensa com as ciências – sem que, com isso, sejam abandonadas as pretensões normativistas tradicionalmente atribuídas à epistemologia. Seguindo o programa já estabelecido em 1979, porém, tais pretensões serão estabelecidas através do apelo à conexão entre nosso “equipamento cognitivo” e a verdade.

O “redirecionamento” dos trabalhos em epistemologia pode ser entendido, pois, num primeiro momento, como um rompimento com a tradição anti-psicologista pósfregeana. A abordagem do conceito de justificação segue, em linhas gerais, o programa anunciado em What is justified belief?, aí incluídos o rompimento com o internalismo e o papel central da noção de confiabilidade. Há, porém, desenvolvimentos que merecem nossa atenção.

A abordagem da justificação no ensaio de 86 (e temos aqui algo de novo, em relação ao ensaio de 79) é elaborada numa perspectiva de um conjunto de regras. Há três razões para a preocupação com a elaboração desta estrutura: primeiramente, a noção de regra permite a explicitação do caráter normativo da justificação, pois “chamar uma crença de justificada implica que ela é uma atitude doxástica apropriada, uma em relação a qual o [sujeito] conhecedor tem autorização ou direito epistêmico”. Em segundo lugar, a estrutura de regras fornece uma estrutura neutra para a classificação de diferentes intuições sobre o conceito de justificação. Em terceiro lugar, a estrutura de regras permite um “paralelo instrutivo entre avaliação epistêmica e avaliação social e oral”, o que permite maior clareza na identificação dos problemas e das conseqüências de uma posição assumida.

Estas intuições se materializam na seguinte definição de justificação, em= Epistemology and cognition:

(P3) A crença de S em p em t é justificada se e somente se

(a) A crença de S em p em t é permitida por um sistema correto de Regras-J, e

(b) Esta permissão não é desqualificada [undermined] pelo estado cognitivo de S, em t.

Acompanhada do seguinte critério para correção de conjuntos de regras:

(ARI) Um sistema R de Regras-J é correto se e somente se R autoriza certos processos psicológicos (básicos), e a instanciação destes processos resultaria em uma taxa de crenças verdadeiras que atingiria algum limiar elevado previamente especificado (maior do que.50).

Ou seja, se os processos autorizados são confiáveis.

UMA DEFINIÇÃO DE JUSTIFICAÇÃO NÃO-ANULÁVEL

julho 24, 2010

Por

Keith Lehrer

em

Theory of  Knowledge

Considere algum sistema, M, resultante da fabricação de um ou mais chances em um sistema de aceitação de um requerente,  que um cético pode requerer  em um ultra jogo de justificação. Suponha que eu estou pessoalmente justificado em aceitar que p. Se o cético pode requerer-me formar um sistema M com o resultado que não estou justificado em aceitar p na base de M, então o cético vence o jogo, e minha justificação é anulada. Se, por outro lado, minha aceitação é tal que tal sistema M não teve resultado que não estou justificado em aceitar p na base de M, então eu venço, e minha justificação é não-anulável.

Há obviamente um circulo de sistemas, M, resultantes de diferentes chances que o cético poderia requerer. Vamos chamar o círculo de tais sistemas o ultra-sistema de S em t. Podemos então definir justificação não-anulável como segue:

(ivd) S está justificado em aceitar que p de uma forma que é não-anulável se e somente se S está justificado em aceitar p na base de todos os sistemas que é um membro do ultra-sistema de S.

Similarmente, podemos definir o que significa dizer que um sistema M anula uma justificação pessoal de S para aceitar que p, como segue:

M anula a justificação pessoal se S para aceitar p se e somente se S está pessoalmente justificado em aceitar p, mas S não está justificado em aceitar p no sistema M quando M é um membro do ultra-sistema de S.

Deveria ser notado que não é necessário para uma pessoa saber que os membros do seu ultra-sistema estão para saber que ele teve justificação não anulável para aceitar algo e, portanto, saber que eles sabem. Uma pessoa levanta sua mão acima de seus olhos e aceita que tem uma mão, e ele também sabe que sua aceitação disso não depende de qualquer erro deles. Ele poderia não saber o que os membros do seu ultra-sistema são, mas ele sabe que qualquer deles levará sua justificação em aceitar que ele tem uma mão. Assim ele pode saber e saber que ele sabe. Como uma clara analogia, uma pessoa pode saber que uma série de teoremas dedutivamente válidos de axiomas não contem erros, ainda que ele não saiba exatamente que teoremas tem sido deduzidos, exatamente porque ele sabe que os axiomas são verdadeiros e que a pessoa que deduziu os teoremas não cometeria quaisquer erros. Uma pessoa pode saber que sem correção de erros em seu sistema de aceitação produzirá um sistema que anula sua justificação para uma afirmação específica, porque ele sabe que sua justificação para esta afirmação está baseada em verdades. Não é difícil saber que você sabe quando sua evidencia é boa o suficiente.

CETICISMO E JUSTIFICAÇÃO

julho 23, 2010

Por

Stephen Hetherington

em

Synthese

Na seção 5 demonstrei, mas uma vez, que o argumento deste artigo aplica-se não somente a conhecimento, mas também a justificação. Um ‘cético da justificação’ argumenta que nunca há qualquer justificação ‘real’ para uma crença que p –– sem justificação que possa assegurar-nos, por exemplo, da verdade desta crença. Um tal cético, também, está dependendo de usar alguma possibilidade supostamente significante, alguém que deveria saber está esperançoso para eliminar já e independentemente –– sem levar em conta que o preço a ser pago pela falha neste respeito é antecipado como sendo ou uma carência  de conhecimento ou somente uma carência de justificação. Contudo,contra (como na seção 6 foi enfatizado), um tal cético como ainda está fazendo isso, de modo que pretende pôr em causo, pelo menos –– ainda antes de qualquer outra evidência teve a oportunidade de prover alguma real justificação –– as afirmações de alguma crença particular ser justificada.

Isto é assim, ainda( como reconhecida na seção 2) quando a possibilidade em questão é uma explicação competidora da verdade, diz, da verdade da evidencia de alguém para uma crença que p.O que faz o uso dessa possibilidade cética é a alternativa possível supostamente explicação necessitando ser eliminada independentemente de qualquer outra evidencia sendo capaz para justificar a crença de alguém que p. Entretanto, esta metodologia cética retoma a pressuposição cética independente, mutatis mutandis, ao estágio central. Neste ponto, ainda se o cético considere esta possibilidade para minar uma afirmação de crença para ser justificada (em vez de ser conhecimento), o problema da independência cética persiste, mutatis mutandis.

Podemos apreciar isto simplesmente por substituir ‘você está justificado em crer’ por ‘você sabe’ por todo meu argumento na seção 4, especificamente em cada de 1 até 5. Aqui é a nova seqüência ( que podemos assumir para ser acompanhada por algum comentário explicativo como acima, mutatis mutandis), tudo isto significa para o cético resistir que sua crença está justificada em t que p:

1j Independentemente (ambos em t ou o primeiro), você está justificado em crer que não-[ você está meramente sonhando que p].

2j Independentemente (ambos em t ou o primeiro), você está justificado em crer  que não- [(você parece, para você mesmo, está experienciando p como verdadeiro) & ( você está sonhando que p) & não-p]

3j Independentemente (ambos em t ou o primeiro), você estar justificado em crer que não-[ (você parece, para você mesmo, estar experienciando p com verdadeiro) & não p]

4j Independentemente ( ambos em t ou o primeiro), você está justificado em crer que [não-(você parece, para si mesmo, estar experienciando p como verdadeiro) ou p].

5j Independentemente ( ambos em t ou o primeiro), você está justificado em crer que p.

Mas o que estava inicialmente em jogo era sua justificação para sua crença que p. Assim, 5j fará parte de 6j( como 5 fará parte de 6):

6j Se em t você está justificado em sua crença que p, então independentemente (ambos em t ou o primeiro) você está justificado numa crença que p. ( Isto é, se em t você está justificado em sua crença que p, então 5j obtêm.)

E 6j é claramente falso como foi 6, as teses correspondentes sobre conhecimento.

Ainda a (verdade direta) justificação cética, então, falha quando depende de um desafio que seria direto, tentando confrontar você com uma possibilidade cética direta. O fato que justificação, não conhecimento, é seu alvo professo para não aliviar seu sofrimento.

CONHECIMENTO DE NECESSIDADES

julho 21, 2010

Por

Robert Nozick

em

Philosophical Explanations

Teorias plausíveis de conhecimento geralmente tropeçam sobre verdades matemáticas ou éticas. Embora elas possam buscar segurança pela restrição à verdades empíricas, parece desejável uma teoria de conhecimento unificada de todos os tipos, ainda se as distinções entre verdades traga diferenças de como uma teoria aplica.

Supor, como a literatura, que declarações matemáticas verdadeiras são necessariamente verdadeiras. Nossa terceira condição de rastreabilidade fala do que a pessoa creria se p fosse falsa, mas no caso de verdades matemáticas p, isto é uma suposição necessariamente falsa, uma impossibilidade. Quando p é necessariamente verdadeiro, o antecedente da condição 3 é necessariamente falso.[1] Talvez uma teoria de subjuntivos possa ser construída para incluir tais casos –– nada tem sido propositado que é remotamente satisfatório –– mas tentaríamos evitar um tal desespero expediente.

Desde que a condição 3 não entre em jogo para verdades necessárias p, a teoria de rastreabilidade para estas declarações, quando realmente cridas, reduz à:

(4) Se p fosse verdadeiro e S usasse o método M para chegar a crença se (ou não) p, então S creria, via M, que p.

Quando M é o método de chegada a crença de algo na base de uma então prova matemática, desde que este método garanta verdade, é p que será crida e assim 4 é satisfeita. Entretanto 4 não é satisfeita por algum método de crença dogmática que seus pais o tinham dito, neste caso a verdade necessária p, ainda que p será verdadeiro em todas as situações ou mundos próximos. Se há mundos próximos em que seus pais dizem não-p, o método leva à crença falsa nestes mundos, assim não é verdadeiro que ele creria na verdade por este método. Não é suficiente para o dogmático firmemente crer em algo, ele deve chegar a crença de uma forma que não somente isso, mas produziria uma crença verdadeira ( quando produz alguma crença em todas).

Embora métodos da prova matemática possa garantir verdade, embora as relações formais sejam específicas, sermos criaturas falíveis que podem estar enganadas em nossa aplicação de tais métodos. Conhecemos verdades matemáticas via nossa aplicação destes métodos? (Quando corretamente seguidos, a receita sempre leva à um prato esquisito, mas o sucesso jaz na execução.) Este depende não de se é um engano é logicamente possível, mas se poderíamos ou não estar sob estas condições.

Cremos em muitas declarações matemáticas não na base de provas, mas de autoridade ou boatos: que nos tem sido dito que são verdadeiras. Aqui, a questão é se a nossa busca está rastreando a verdade e se o canal particular via o que aprendemos continua rastreando. Mais geralmente, um canal de comunicação C transmitirá conhecimento que p se C conta como um método de conhecimento: se a crença de S via C que p satisfaz as quatro condições (quando aplicável) para o conhecimento de S via M que p, e se o canal pesar mais que qualquer outro método operando que não satisfaça 3 e 4. Crer via um canal de comunicação é exatamente um caso particular de crer via um método ou forma de crer. Canais incluem ler livros, ser dito algo por outro, etc. O canal é a condição que descreve como podemos aprender de outros e adquirir conhecimento deles. Verdades matemáticas não surgem de questões especiais sobre aprender de outros.


[1] As condições exigidas são:

(1) p é verdadeiro;

(2) S crê que p;

(3) Se p não fosse verdadeiro, S não creria que p;

(4) Se p fosse verdadeiro, S creria que p.

JUSTIFICAÇÃO COMPLETA E CONFIABILISMO

julho 20, 2010

Por

Keith Lehrer

em

Theory of  knowledge

A teoria que temos oferecido de justificação completa no último capítulo é suficiente para tratar com o tipo de problemas que temos exatamente considerado. Estar pessoalmente justificado em aceitar que outro diz, alguém deve aceitar que a pessoa é confiável, senão, o cético pode vencer o jogo da justificação por afirmar que informantes as vezes não são confiáveis, ou mais diretamente, que o informante de quem eu recebi a informação não é um informante confiável. Assim, estar pessoalmente justificado, devo aceitar que o informante é confiável. Desde que seja falso, entretanto, não estarei justificado em aceitar que MEU informante chegou antes da hóstia na base do meu sistema verífico, que é o resto de meu sistema de aceitação quando todos os erros são excluídos. Não estarei verificamente justificado, e assim não estarei completamente justificado. Daí, a teoria oferecida acima incorpora a perspicácia e as explicações confiabilistas de como falhamos para obter conhecimento quando a busca de informação não é confiável.

O apelo do confiabilismo e de outras formas de externalismo pode, além disso, ser facilmente em termos da teoria coerentista e da explicação de justificação completa contida aí. Para explicar excessivamente um pouco, justificação pessoal depende de nosso contexto de informação sobre a relação de aceitação da verdade do que é aceitado, sobre correlações estatísticas ou nomológicas, sobre dependência contra-factual, ou sobre processos confiáveis. Esta informação está contida em meu sistema de aceitação. Eu sei que vejo meu gato na parte de papeis sobre a mesa. Aceito que eu não deveria crer que vejo um gato se não fosse verdade que eu o vejo. Aceito que minha crença de que vejo um gato é correlata com minha visão do gato, embora eu não devesse colocar desta forma. Aceito que sempre, ou quase sempre, que vejo um gato quando penso que vejo um, porque MINHA aceitação que vejo um gato resulta de processos confiáveis. É minha aceitação destas coisas que converte mera aceitação que vejo um gato em justificação pessoal, com vitória no jogo da justificação. Para que a vitória seja convertida em justificação completa, entretanto, o que aceito sobre estas coisas também deve ser verdadeiro. A conversão de mera aceitação em justificação pessoal depende da minha aceitação das coisas sobre mim mesmo cuja existência mínima o externalista equivocadamente assume ser suficiente para convencer crença verdadeira em conhecimento. A conversão também depende, como o externalista diz, destas coisas que aceito sobre eu mesmo serem verdadeiros. O erro do externalismo é falhar em notar que o sujeito do conhecimento deve aceitar que as condições externalistas sejam verdadeiras. A perspicácia do externalismo é a afirmação que as condições devem, de fato, serem verdadeiras.

NOTAS SOBRE CETICISMO E PROBLEMA DE GETTIER

julho 19, 2010

Assistam a palestra do professor Emerson Carlos Valcarenghi, acessando o link abaixo

http://www.ustream.tv/recorded/7374523

 

OUTROS PROBLEMAS CÉTICOS

julho 18, 2010

Por

Richard Fumerton

em

Epistemology

Exatamente como o cético tenta explorar o intervalo lógico entre verdades sobre a experiência sensória e verdades sobre o mundo físico, gera o problema epistemológico da percepção, e o intervalo lógico entre o que nos parece lembrança e o que ocorre na realidade para gerar o problema epistemológico da memória, assim também, o cético gera um número de outros problemas epistemológicos famosos por focalizar na análise dos intervalos. Assim, quando gera o problema da percepção o cético poderia te dar o argumento indutivo, a legitimidade deste argumento poderia em si mesmo tornar o alvo do ataque cético. Você infere de sua observação de uma correlação próxima e constante entre Fs e Gs que o próximo F será um G. Mas qual a razão você tem para crer que a premissa deste argumento faz a conclusão provável? É que você empregou com sucesso argumentos deste tipo no passado para gerar conclusões verdadeiras? Mas este é um argumento do tipo sob ataque cético, e o cético insistirá que você não pedirá a questão por usar argumento indutivo para estabelecer sua própria legitimidade. O problema de encontrar alguma não-questão de justificação mendiga para aceitar a legitimidade do argumento indutivo, como é conhecido o problema da indução.

Gerando o problema epistemológico de outras mentes procede da observação relativamente não problemática que somente a evidência que temos de que podemos inferir o estado mental de outros é que sabemos sobre seu comportamento físico. Quando concluo que você está com dor, concluo por notar que você está triste ou que você está se queixando o que você está se comportando de alguma outra forma que está associada com dor. Mas qual razão tenho para supor que tal comportamento é correlato com a dor? Estar seguro se temos conhecimento do mundo externo e conhecimento do nosso próprio passado, poderíamos ser capazes de correlacionar nosso próprio comportamento de dor. Mas o cético se queixará que somos culpados de uma generalização apressada se tentamos inferir uma correlação geral entre este tipo de comportamento e a dor, de nossa observação da correlação destas propriedades em uma única pessoa.

Um cenário a parte dos problemas céticos concernentes ao mundo físico, ao futuro, ao passado, e a outras mentes, filósofos da ciência em si mesmos perguntando como o fisicismo teorético pode chegar a conclusões justificadas sobre o mundo de assim chamadas entidades teoréticas, entidades como o quarks, que embora nos pareça em princípio inobserváveis. É verdadeiro, trivialmente, que alguém não pode observar uma correlação entre o que pode ser observado e o que por sua natureza não pode ser observado. A indução parece inútil como uma rota para conhecimento do inobservável. Como dizemos primeiro, não é fácil encontrar um argumento plausível para a melhor explicação que não entre em colapso em si mesma tomando o argumento indutivo.