JUSTIFICAÇÃO COMPLETA E CONFIABILISMO

Por

Keith Lehrer

em

Theory of  knowledge

A teoria que temos oferecido de justificação completa no último capítulo é suficiente para tratar com o tipo de problemas que temos exatamente considerado. Estar pessoalmente justificado em aceitar que outro diz, alguém deve aceitar que a pessoa é confiável, senão, o cético pode vencer o jogo da justificação por afirmar que informantes as vezes não são confiáveis, ou mais diretamente, que o informante de quem eu recebi a informação não é um informante confiável. Assim, estar pessoalmente justificado, devo aceitar que o informante é confiável. Desde que seja falso, entretanto, não estarei justificado em aceitar que MEU informante chegou antes da hóstia na base do meu sistema verífico, que é o resto de meu sistema de aceitação quando todos os erros são excluídos. Não estarei verificamente justificado, e assim não estarei completamente justificado. Daí, a teoria oferecida acima incorpora a perspicácia e as explicações confiabilistas de como falhamos para obter conhecimento quando a busca de informação não é confiável.

O apelo do confiabilismo e de outras formas de externalismo pode, além disso, ser facilmente em termos da teoria coerentista e da explicação de justificação completa contida aí. Para explicar excessivamente um pouco, justificação pessoal depende de nosso contexto de informação sobre a relação de aceitação da verdade do que é aceitado, sobre correlações estatísticas ou nomológicas, sobre dependência contra-factual, ou sobre processos confiáveis. Esta informação está contida em meu sistema de aceitação. Eu sei que vejo meu gato na parte de papeis sobre a mesa. Aceito que eu não deveria crer que vejo um gato se não fosse verdade que eu o vejo. Aceito que minha crença de que vejo um gato é correlata com minha visão do gato, embora eu não devesse colocar desta forma. Aceito que sempre, ou quase sempre, que vejo um gato quando penso que vejo um, porque MINHA aceitação que vejo um gato resulta de processos confiáveis. É minha aceitação destas coisas que converte mera aceitação que vejo um gato em justificação pessoal, com vitória no jogo da justificação. Para que a vitória seja convertida em justificação completa, entretanto, o que aceito sobre estas coisas também deve ser verdadeiro. A conversão de mera aceitação em justificação pessoal depende da minha aceitação das coisas sobre mim mesmo cuja existência mínima o externalista equivocadamente assume ser suficiente para convencer crença verdadeira em conhecimento. A conversão também depende, como o externalista diz, destas coisas que aceito sobre eu mesmo serem verdadeiros. O erro do externalismo é falhar em notar que o sujeito do conhecimento deve aceitar que as condições externalistas sejam verdadeiras. A perspicácia do externalismo é a afirmação que as condições devem, de fato, serem verdadeiras.

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