CONHECIMENTO DE NECESSIDADES

Por

Robert Nozick

em

Philosophical Explanations

Teorias plausíveis de conhecimento geralmente tropeçam sobre verdades matemáticas ou éticas. Embora elas possam buscar segurança pela restrição à verdades empíricas, parece desejável uma teoria de conhecimento unificada de todos os tipos, ainda se as distinções entre verdades traga diferenças de como uma teoria aplica.

Supor, como a literatura, que declarações matemáticas verdadeiras são necessariamente verdadeiras. Nossa terceira condição de rastreabilidade fala do que a pessoa creria se p fosse falsa, mas no caso de verdades matemáticas p, isto é uma suposição necessariamente falsa, uma impossibilidade. Quando p é necessariamente verdadeiro, o antecedente da condição 3 é necessariamente falso.[1] Talvez uma teoria de subjuntivos possa ser construída para incluir tais casos –– nada tem sido propositado que é remotamente satisfatório –– mas tentaríamos evitar um tal desespero expediente.

Desde que a condição 3 não entre em jogo para verdades necessárias p, a teoria de rastreabilidade para estas declarações, quando realmente cridas, reduz à:

(4) Se p fosse verdadeiro e S usasse o método M para chegar a crença se (ou não) p, então S creria, via M, que p.

Quando M é o método de chegada a crença de algo na base de uma então prova matemática, desde que este método garanta verdade, é p que será crida e assim 4 é satisfeita. Entretanto 4 não é satisfeita por algum método de crença dogmática que seus pais o tinham dito, neste caso a verdade necessária p, ainda que p será verdadeiro em todas as situações ou mundos próximos. Se há mundos próximos em que seus pais dizem não-p, o método leva à crença falsa nestes mundos, assim não é verdadeiro que ele creria na verdade por este método. Não é suficiente para o dogmático firmemente crer em algo, ele deve chegar a crença de uma forma que não somente isso, mas produziria uma crença verdadeira ( quando produz alguma crença em todas).

Embora métodos da prova matemática possa garantir verdade, embora as relações formais sejam específicas, sermos criaturas falíveis que podem estar enganadas em nossa aplicação de tais métodos. Conhecemos verdades matemáticas via nossa aplicação destes métodos? (Quando corretamente seguidos, a receita sempre leva à um prato esquisito, mas o sucesso jaz na execução.) Este depende não de se é um engano é logicamente possível, mas se poderíamos ou não estar sob estas condições.

Cremos em muitas declarações matemáticas não na base de provas, mas de autoridade ou boatos: que nos tem sido dito que são verdadeiras. Aqui, a questão é se a nossa busca está rastreando a verdade e se o canal particular via o que aprendemos continua rastreando. Mais geralmente, um canal de comunicação C transmitirá conhecimento que p se C conta como um método de conhecimento: se a crença de S via C que p satisfaz as quatro condições (quando aplicável) para o conhecimento de S via M que p, e se o canal pesar mais que qualquer outro método operando que não satisfaça 3 e 4. Crer via um canal de comunicação é exatamente um caso particular de crer via um método ou forma de crer. Canais incluem ler livros, ser dito algo por outro, etc. O canal é a condição que descreve como podemos aprender de outros e adquirir conhecimento deles. Verdades matemáticas não surgem de questões especiais sobre aprender de outros.


[1] As condições exigidas são:

(1) p é verdadeiro;

(2) S crê que p;

(3) Se p não fosse verdadeiro, S não creria que p;

(4) Se p fosse verdadeiro, S creria que p.

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