A DESCARIDOSA POSSIBILIDADE DE ERRO

Por

Keith Lehrer

em

Theory of knowledge

Alguns autores, mas notavelmente Davidson, negam a possibilidade que o que aceitamos poderia ser principalmente em erro. Esta afirmação, se correta, simplificaria nossa tarefa, e assim começaríamos pela consideração de seu argumento. Davidson afirma que um princípio de caridade na interpretação das crenças de outros requer que as interpretemo-las de uma tal forma que elas voltem a ser principalmente verdadeiras. Desde que a caridade comece em casa, somos acometidos da suposição que nossas crenças, pelos menos as que aceitamos na questão para a verdade, são principalmente verdadeiras. Assumindo o princípio de caridade como um princípio de interpretação do conteúdo de nossas crenças, devemos supor que nossas crenças são principalmente verdadeiras e o problema do sistema de aceitação em que mais do que é aceitado é falso não surgiria. Neste caso, justificação pessoal coincidiria com justificação completa. Assim, o princípio de caridade proposto por Davidson é agradável a teoria de justificação oferecida aqui.

Desafortunadamente, o princípio em si mesmo não parece ser verdadeiro. Podemos estar em uma posição onde seria descaridoso ou doxasticamente imperialistico interpretar as crenças de outrem de uma tal forma que elas são principalmente verdadeiras. Suponha que eu sou um nominalista. Eu confronto alguém que é um devoto platonista, ele é cuidadoso ao expressar o conteúdo de cada crença nos seus termos platonistas e rejeita tudo o que não é expressado em tais termos. Quando eu creio que a água é molhada, ele crê que a água exemplifica o molhamento universal e, realmente, rejeita a simples afirmação que a água é molhada em graus que estão desplatonizados e desde a descrição errônea do fato platônico da exemplificação. Temos uma diferença similar de opinião sobre todas as questões de fato. Quando eu creio que x é f, ele crê que x exemplifica efenidade e rejeita a simples afirmação que x é f em graus inadequados da descrição platônica. Ele me diz, além disso, porque ele restringe suas crenças desta forma. É porque ele é um devoto acometido do platonismo. Na base de que ele tem assim descoberto sobre seu platonismo, eu concluiria da perspectiva de um nominalista que ele conseguiu formular todas suas crenças numa categoria sobre o mundo de tal forma que elas são falsas. Todas elas implicam que exemplificar algo quando alo universal, o nominalismo torna-se verdadeiro, nada exemplifica um universal. O erro é dominante em seu sistema de aceitação.

A aplicação do princípio de caridade requereria que eu interpretasse como muitas de suas crenças como possivelmente verdadeiras. Conforme este princípio, eu necessitaria interpretar suas crenças de uma maneira desplatonizada. Eu teria de interpretá-las como um nominalista.  Não é claro como eu procederia isso, e uma tal interpretação seria absurda em algum caso. Tais exemplos mostram que o princípio de caridade é, na melhor das hipóteses, um método defeituoso para interpretar as crenças de outros e, por extrapolação, como bem nossas próprias crenças. Há, desafortunadamente, nenhum absurdo conceitual ou falsidade necessária envolvida em supor que a maioria do que uma pessoa crê é falso. Assim, alguma pessoa, como nosso platonista, pode voltar a ter uma larga e prodigiosa coleção de crenças falsas. Justificação pessoal não converte-se automaticamente em justificação completa como um resultado da necessidade de interpretar a maior parte deo sistema de aceitação de uma pessoa como verdadeiro, pois não há tal necessidade.

Justificação pessoal é a base da justificação completa e, de fato, da justificação não anulável. Ninguém pode estar completamente justificado em aceitar algo que ele não esteja justificado pessoalmente em aceitar, mas alguém pode falhar estar completamente justificado em aceitar algo que ele está pessoalmente justificado em aceitar. Qualquer familiar destes que aceitam a astrologia com base de predizer o futuro ou que aceitam a afirmação que o universo foi criado por Deus há alguns milhares de anos podem ilustrar este ponto. O último tipo de pessoa pode prover uma reinterpretação da data referente a idade do universo por afirmar que quando Deus criou o universo há alguns milhares de anos atrás, foi criado de tal forma para prover evidência de uma existência muito mais anterior, talvez como um teste de fé. Um oponente poderia de fato conceber que uma tal pessoa está justificado pessoalmente que os Alps tem existido somente há alguns milhares de anos, mas um tal oponente não estaria inclinado a conceder que seu adversário está completamente justificado em aceitas que os Alps são de uma origem recente, particularmente um oponente da geologia.

Além disso, a razão para negar que o fudamentalista está completamente justificado não pode ser que ele ou ela estejam ignorando a evidência. Pelo contrário, poderíamos supor que o fundamentalista é também um geólogo, que tem especial prazer em observar que Deus foi o criador do mundo de tal forma que ainda que o mais preciso exame científico de geólogos não forneceria uma pista como a verdadeira origem do universo. Que é revelada através da fé, não ciência. Se uma tal pessoa não está completamente justificada em aceitar que os Alps estão somente a milhares de anos atrás, isto não é devido a qualquer carência de perspicácia científica, mas da falsidade da suposição básica e as conseqüências disto. Carece de verdade, não carece de ciência, que um crítico mais apela.

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Uma resposta to “A DESCARIDOSA POSSIBILIDADE DE ERRO”

  1. Marcelo Fischborn Says:

    Olá Elano,

    Interessante teu post! Acabei de postar um complemento/resposta em meu blog. Gostaria de sugerir também uma revisão geral nesta tradução, uma vez que alguns erros (de concordância ou de digtação mesmo) parecem ter passado despercebidos. Seguimos a discussão quando der…

    Abraço!

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