COERENTISMO DE LEHRER

Por

Paul K. Moser

em

The current state of the coherence theory: critical essays on the epistemic theories of Keith Lehrer and Laurence BonJour, with replies

O coerentismo epistêmico, posto de forma simples, é a visão de que a justificação epistêmica de qualquer proposição, p, para uma pessoa, S, está na função de coerência de p relacionando-se com outras proposições, tais como outras proposições cridas ou aceitas por S. A própria declaração do coerentismo geral de Lehrer, basicamente, concorda com esta caracterização:

De acordo com a teoria coerentista,… uma crença está justificada, se e somente se, coere com outras crenças num sistema específico de crenças… . A teoria coerentista poderia ser renomeada para teoria da relação, pois a concepção fundamental é que alguma relação entre crenças é que determina se uma crenças está justificada ou não.

Na mais recente roupagem, o coerentismo de Lehrer foca no “sistema de aceitação” de alguém, em vez do sistema de crença de alguém; por aceitação, é tida uma ação em vez de um estado, parece ser mais facilmente controlado do que crença, e parece ser essencialmente relativo à um propósito, tal como o propósito epistemicamente relevante de obter verdade e evitar o erro.

Um distintivo deste coerentismo de Lehrer é que justificação epistêmica está baseada na missão probabilisticamente subjetiva de alguém, quando este somente tem a meta de obter verdade e evitar o erro. Em oposição a certas versões de fundacionismo, Lehrer nega que justificação deriva de crenças não perceptuais e de experiências sensórias. Em vez disso, ele sustenta que toda justificação epistêmica tem somente a função de relações de coerência entre proposições concernentes ao que alguém aceita. As duas questões básicas para o coerentismo de Lehrer são estas: que tipo de sistema de aceitação forma a base de toda justificação, e o que é exatamente relação de coerência? Lehrer proveu resposta a ambas as questões, e elas agora demandam nossa atenção. Focarei significativamente na mais recente e detalhada declaração de sua teoria (1986). A teoria de Lehrer em 1988 não é relativamente diferente, pelo menos para os propósitos deste artigo e do Lehrer (1986).

Um sistema de aceitação de uma pessoa é um jogo de proposições tendo a forma “S aceita que p”, “S aceita que q”, etc. O sistema de aceitação de alguém é definido não pelas proposições que ele aceita, mas pelas proposições no estado em que ele aceita as várias proposições que ele atualmente aceita. Há, entretanto, uma importante qualificação: o sistema de aceitação de alguém descreve apenas a aceitação das proposições que ele aceita “na tentativa para aceitar algo verdadeiro e evitar aceitar o que é falso com respeito a exatamente a coisa que ele aceita”. É assim que Lehrer trata com o sistema epistemicamente motivado do sistema de aceitação, isto é, o sistema de aceitação resulta da afirmação de alguém que adquire verdade e evita o erro.

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