CONHECENDO QUE ALGUÉM CONHECE: REJEIÇÃO DO FECHAMENTO DEDUTIVO

Por

Keith Lehrer

em

Theory of Knowledge

Aqui permanece, certamente, a questão se eu sei que eu sei que vejo uma árvore quando não sei que as hipóteses céticas são falsas. Se eu sei que vejo uma arvore, então segue-se que as hipóteses céticas concernentes ao demônio e ao cérebro são falsas.Segue-se, primeiro de tudo, do fato de que se eu sei que vejo uma arvore, então eu vejo uma arvore,e, portanto, minha experiência não é um resultado de um feitiço do demônio ou de um computador. Segue-se mais, do meu conhecimento que eu vejo uma arvore que minha crença é originada de uma forma natural apropriada e não do demônio ou do cérebro. Em resumo, segue-se do fato conhecido e do que eu conheço do fato que as hipóteses céticas são falsas.

Alguns naturalistas em epistemologia negariam que eu sei que as hipóteses céticas são falsas ou que eu preciso saber isto para saber que eu sei que vejo uma arvore. Eles o fazem por negarem uma condição que eles chamam de fechamento dedutivo, a saber, a condição que se eu sei que p e que q é uma conseqüência lógica de saber que p, então, portanto, sei que q. Assim, eu poderia saber que p, e saber que q é uma conseqüência de saber que p, ainda que eu não saiba que q.(Nozick)

A negação do fechamento é diretamente relevante para responder ao cético. Eu poderia saber que eu vejo uma árvore, saber que a falsidade da hipótese do demônio é uma conseqüência lógica de minha visão da arvore, ainda que eu não saiba que a hipótese do demônio seja falsa. Se, entretanto, eu poderia saber que eu vejo uma árvore sem saber que a hipótese do demônio é falsa, então eu poderia também saber que vejo uma arvore sem saber que a hipótese do demônio é falsa? Na teoria naturalista, parece que podemos responder afirmativamente. Se eu posso saber algo sem conhecer que eu sei das conseqüências disto, então eu posso saber que eu sei algo sem conhecer que eu sei que conheço o que sei por ser as conseqüências do meu conhecimento disto.

A falsidade da hipótese do demônio é algo que eu sei ser uma conseqüência do meu conhecimento que vejo uma arvore, mas eu posso, no entanto,  saber que eu vejo uma arvore sem saber o que eu sei ser uma conseqüência do meu conhecimento dela,a falsidade da hipótese do demônio. Uma vez que negamos a condição de fechamento, podemos concordar com o cético que a falsidade da hipótese cética é uma condição necessária para que saibamos, embora agradavelmente admitindo que não sabemos que as hipóteses céticas são falsas.Tais são os deleites do naturalismo e a rejeição da condição de fechamento. Dado que a origem apropriada de uma crença converte-se para conhecimento, torna-se obvio que a condição de fechamento deve ser rejeitada. Minha crença verdadeira que eu vejo uma arvore pode ser originada de uma forma apropriada sem uma crença nas conseqüências lógicas de que a crença verdadeira originada de forma apropriada. De fato, eu poderia falhar em crer na verdade da conseqüência lógica. Poderia atingir isso como restante que uma pessoa saberia que vejo uma arvore, saber a falsidade das hipóteses céticas é uma conseqüência, e ainda falha para saber que as hipóteses céticas são falsas. O restante no olho do epistemólogo, entretanto, pois não há contradição lógica nesta posição.

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