Archive for the ‘Verdade’ Category

TARSKI E A CONCEPÇÃO SEMÂNTICA DA VERDADE

fevereiro 5, 2011

Publicado em gpfanalitica.blogspot.com

O que significa dizer de um enunciado que ele é verdadeiro? Responder a essa pergunta é, necessariamente, comprometer-se com algum tipo de teoria da verdade. Dentre as diversas teorias da verdade elaboradas ao longo da históra da filosofia ocidental, a chamada teoria da verdade por correspondência é, sem dúvida, a mais conhecida (e muito provavelmente a posição mais conforme às crenças do que poderíamos chamar de senso comum). Segundo ela, o que torna um enunciado verdadeiro (ou falso) é uma relação de correspondência (ou não) entre o que é enunciado e certos fatos ou estados de coisas realmente exisentes no mundo. O enunciado “A capital da China é Pequim”, por exemplo é verdadeiro se realmente há uma cidade chamada “Pequim” e se realmente esta cidade é a capital do país que convencionalmente denominamos “China”; já o enunciado “A capial do Japão é Seul” é falso, segundo essa teoria, porque, embora realmente exista uma cidade chamada “Seul”, ela não é a capital do país a que chamamos de “Japão”, mas sim do país a que chamamos de “Coréia do Sul”. Portanto, segundo a teoria da correspondência, a verdade ou a falsidade de um enunciado é determinada pela existência de fatos que correspondem inequivocamente ao conteúdo que está sendo enunciado. Mas, apesar de sua ampla aceitação e de sua aparente correção, essa teoria, já desde suas primeiras elaborações mais explícitas (provavelmente com Aristóteles), viu-se presa de dificuldades teóricas bastante contundentes. Uma dessas dificuldades pode ser bem ilustrada por qualquer uma das variações do chamado paradoxo do mentiroso. Consideremos, por exemplo, o seguinte enunciado: “Este enunciado é falso”. Segundo a teoria da correspondência, este enunciado seria verdadeiro se existisse um fato que correspondesse ao que está sendo afirmado, ou seja, ele seria um enunciado verdadeiro se realmente fosse um enunciado falso; mas se o enunciado fosse falso, isto é, se nenhum fato correspondesse ao que ele afirma, então o enunciado “Este enunciado é falso” deveria ser verdadeiro. Nada poderia ser mais incômodo para a teoria da correspondência, ou para qualquer teoria que pretendesse explicar em que consiste a verdade, do que ter em seu encalço um paradoxo dessa natureza. É justamente como um meio claramente deliberado de se livrar das dificuldades geradas pelo paradoxo do metiroso (e outros semelhantes) que o lógico polonês Alfred Tarski elaborou sua chamada teoria semântica da verdade. Investigar a solução apesentada por Tarski em sua formulação do conceito semântico de verdade é a tarefa a que se propôs nosso pesquisador Felipe Machado, estudante do curso de Filosofia. Esperamos que tão logo sua pesquisa avance tenhamos o início de uma proveiosa discussão a respeito do conceito de verdade e de seus desdobramentos no seio da tradição anlítica.

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Os números de 2010

janeiro 3, 2011

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1

EPISTEMOLOGIA ANALÍTICA janeiro, 2010

2

EL FENOMENALISMO Y LA EXPLICACIÓN DE LA EXPERIENCIA fevereiro, 2010
2 comentários

3

FUNDACIONISMO EPISTÊMICO outubro, 2009
3 comentários

4

COMPETIÇÃO DEFINIDA fevereiro, 2010

5

INTERNALISMO X EXTERNALISMO dezembro, 2009

JUSTIFICAÇÃO E CONEXÃO DA VERDADE

outubro 16, 2010

Por

Keith Lehrer

em

Metaphilosophy,Vol. 34, No. 5, October 2003

Eu penso que o anterior é um argumento adequado para o principio de justificação de crenças perceptuais que evitaram o ceticismo. Chisholm partiu da posição de James, e penso que Reid também, rejeitar em comprometer as questões de verdade e justificação à um outro. Parece que Chisholm temeu, talvez acertadamente, que se as metas de obter verdade e evitar o erro determinam justificação, então, justificação será reduzida à conductivismo. Esse ataque a elas como um caminho que levaria à redução de justificação à uma base naturalista. Eu tenho argumentado que verdade em si mesma não é redutível à uma base naturalística e assim o temor foi injustificado. Entretanto, Chisholm bem poderia ter o pensamento que a redução de justificação a verdade, ainda se a ultima fora semanticamente irredutível, ainda privaria a justificação da característica normativa fundamental. Assim, ele insistiu que o objetivo fundamental da justificação fosse aceitar o que é razoável e evitar aceitar o que não é razoável.

O problema, como eu o vejo, é que o que é razoável para alguém aceitar por algum objetivo, dado algum prazer, por exemplo, poderia conflitar com o que é razoável aceitar por outro, evitar o erro, por exemplo. Alguns erros são muito agradáveis, estes são referentes à crença que o mérito de alguém é grandioso do que eles são, por exemplo, e razoável crer para esse propósito, mas não para o propósito de aceitar verdade na questão. Razoabilidade parece relativa à um objetivo. Além disso, justificação parece igualmente relativa, pois, novamente o que alguém está justificado em aceitar por prazer, poderia conflitar com o que alguém está justificado para aceitar, para obter verdade. Alguém poderia, é claro, considerar a questão do que é razoável aceitar de todas as coisas consideradas e, conseqüentemente, espero chegar à alguma consideração genérica de razoabilidade. Isso, entretanto, não parece ser a noção que está correta para o propósito de analisar a concepção de justificação necessitada como uma constituinte na analise de conhecimento. A razão é que haveria casos como esse da crença benevolente em que alguém está justificado em aceitar algo por um interesse em ser benevolente com alguém –– a quem ele é fiel –– a evidência que indica é falsa. Chisholm buscou analisar a evidência em termos da razoabilidade e assim ele precisaria evitar o emprego de uma noção de razoabilidade ou justificação de todas as coisas consideradas que gerariam o resultado que fosse razoável para uma pessoa aceitar algo, ou que uma pessoa estivesse justificada em aceitar algo, quando fosse evidente a pessoa que este algo fosse falso.

O simples ponto é que justificação que é uma constituinte de conhecimento não pode ignorar os objetivos de obter verdade e evitar o erro, porque o que é conhecido deve ser verdadeiro. Se justificação não está conectada com verdade, então adicionar evidência à verdade e à aceitação poderia levar à uma questão de sorte do que alguém aceitou  ser verdadeiro. Se justificação não está conectada com verdade, então adicionar justificação à verdade e aceitação, não exclui que aceitar algo que se apresenta verdadeiro é exatamente uma questão de sorte. Justificação deve ser uma conexão de verdade. Eu não estou certo de como Chisholm teria respondido a esta objeção, embora esteja certo que ele teria algo proveitoso para dizer.

O que eu desejo notar, entretanto, é que precisamente esta linha de pensamento que me leva do fundacionismo à teoria coerentista de justificação, e Chisholm via este como um resultado possível. Pois estava claro que a razão que ele argumentou em Perceiving que uma subclasse de crenças perceptuais, a saber, estas referentes às características sensíveis, fossem justificadas em si mesmas e estas crenças fossem raramente falsas, isto é, menos provável cair em erro do que mais arriscado do que crenças perceptuais, como perceber Marte, por exemplo. Chisholm não toma para si mesmo este apelo a idéia que tais crenças fossem raramente falsas, porque ele notou que um tal argumento levaria à um circulo. Concordo que levaria. Mas, parece-me que nosso reconhecimento do fator de segurança do erro em tais crenças explique o porque de nos colocarmos ao lado de Chisholm com relação a tais crenças como justificadas.

Eu partilho das formas com Chisholm neste ponto e concluo que algum sistema de fundo de coisas que aceitamos como o objetivo de aceitar o que é verdadeiro e evitar o que é falso prover-nos com a justificação. Sem levar em detalhes minha própria visão, é uma visão sistemática do que aceitamos e porque aceitamos o que nos provê uma teoria do porque é seguro aceitar algumas coisas em vez de outras, incluindo crenças sobre as características sensíveis. Aceitamos que tais crenças surgem de tal forma que as faz muito improvável que estejam em erro. Assim, ironicamente, é a rigorosa razoabilidade interna de Chisholm que me leva à uma visão oposta. Num certo ponto, tomando a posição de um fundacionista sobre justificação, Chisholm perguntou o porque de nossas crenças fundacionais serem justificadas, e sua resposta foi que elas são proposições do tipo: “ Estou pensando que sou um Albuquerque” que uma pessoa pode simplesmente justificar por reiterá-la. Isto me pareceu a equivaler a responder a questão do porque estou justificado por dizer: “ Eu de fato estou”. Mas, fui convencido que a resposta certa foi que tais crenças são muito improváveis para serem falsas e que a justificação assim provida gera o desejo da verdade como conexão.

A subseqüente discussão filosófica sugerida por mim, que foi uma forma de resolver o conflito entre a perspectiva fundacionista que diz que as crenças básicas são justificadas exatamente por reiterar o que é crido e a teoria coerentista que diz, em vez disso, que elas são justificadas porque estes tipos de crenças nos levarão à verdade. A resolução do conflito pode ser arquivada pela distinção entre o argumento que gera justificação e o argumento que explica justificação. Suponha como sustenta Reid e Chisholm, que algumas crenças perceptuais concernentes ao mundo externo tem alguma justificação intrínseca que não deriva de um argumento. Reid sustentou essa visão e adicionou a informação que tais crenças fossem como bem justificadas intrinsecamente que elas não seriam mais bem justificadas por argumentação, porque elas seriam  maximamente justificadas intrinsecamente. Ele observa, entretanto, que tais crenças são o produto de faculdades que não são falaciosas, isto é, são confiáveis e que não nos leva ao erro. Agora, eu penso que Chisholm foi igualmente convencido disso, que nossas faculdades não são falaciosas, mas ele não quis afirmar que esta fosse a fonte da justificação das crenças, por duas razões já notadas. Primeiro, ele pensa que argumentar desta forma seria argumentar em círculo, desde que já se precisaria saber que crenças perceptuais em questão fossem verdadeiras, pelo menos com elevadas freqüência, para confirmar que a faculdade que as produz não fosse falaciosa. Segundo, ele pensou que a questão era de valor, uma questão normativa acerca do que é razoável, que não fosse redutível ao sucesso em reagir a verdade.

VOCABULARIO DE LA EPISTEMOLOGÍA CONTEMPORÁNEA

janeiro 9, 2010

Verdad analítica: cuando el predicado ya esta en el sujeto de la proposición.

Ejemplo: Todo triángulo tiene tres lados

Verdad contingente: es una verdad que no hace falta, o sea, que podría no ser verdadera si fuera en otra circunstancia.

Verdad necesaria: es una verdad que no puede ser falsa. Las verdades de la Lógica y de la Matemática son ejemplos de verdades necesarias.

Verdad sintética: es verdadera en relación a algunas consideraciones. Las verdades de la ciencia son ejemplos de verdades sintéticas.

K.D. IRANI E A VERDADE

dezembro 31, 2009

Irani argumenta que o requisito de verdade para conhecimento é redundante e forte demais, e, portanto, para ele a condição de verdade não é necessária para conhecimento.

É redundante no sentido de que se uma pessoa tem evidências suficientes para crer que p, e ela crer que p, a única coisa que o sujeito pode fazer para atingir a condição de verdade, é conseguir evidências mais convincentes para fundamentar sua crença. Assim, o sujeito para ter conhecimento, basta dispor de boas evidências, sem ser preciso haver algo que possibilite a garantia da verdade da crença.

O critério de verdade é forte demais, porque crer numa proposição e ter evidências para a crença, não garante a verdade da mesma. Logo, a condição de verdade para conhecimento exclui alguns casos legítimos de conhecimento.

Referências

LENZEN, W. Recent work in epistemic logic. Amsterdam: North – Holland Publishing Company, 1978.

LA VERDAD COMO ACUERDO

dezembro 22, 2009

Esta teoría está relacionada a pesquisa, de una manera general. Así, el científico, en su investigación, busca un acuerdo entre su teoría y los hechos, cuando él encuentra el acuerdo, encuentra la verdad.

El acuerdo es establecido entre las creencias del sujeto y aquello que el contexto determina como siendo directamente conocido. Una creencia es verdadera cuando el sujeto verificar el acuerdo entre la creencia en cuestión y las creencias que él tiene un conocimiento directo. La teoría tiene un carácter fundamentalista.

Todavía, el acuerdo puede no ser fijo, pues puede ser revisto en otro contexto. Un acuerdo encontrado en un contexto, entre una creencia y los conocimientos directamente obtenidos, puede o no ser mantenido, en un contexto diferente. Por lo tanto, la verdad depende de los contextos.

El acuerdo debe ser entendido como una verificación de que la creencia del sujeto se queda de acuerdo con lo que es acepto directamente basado en la investigación. Siendo, que todo eso depende del contexto en que se encuentra el sujeto.

A VERDADE POR CORRESPONDÊNCIA

dezembro 17, 2009

Muitos teóricos afirmam que, para que uma proposição seja verdadeira, é necessário que haja uma correspondência entre a proposição e as reais características do mundo. Por exemplo,quando afirmo que estou lendo um texto,esta minha crença tem que estar em relação de correspondência com o fato de que estou lendo um texto, para que seja verdadeira.

As afirmações verdadeiras correspondem de algum modo a realidade, e as afirmações falsas não correspondem ao estado real das coisas no mundo. A verdade é advinda de como as coisas são, de fato, no mundo. Portanto, a teoria propõe um vínculo causal entre a crença e a realidade.

A questão que se coloca é: “Em que consiste a relação de correspondência entre uma proposição e o mundo?”. Além de que, pode haver verdades que correspondam aos fatos, como “eu vou morrer daqui a quatrocentos anos”. Ainda que esta proposição possa parecer uma verdade inegável não há algo que corresponda a ela na realidade.

Logo, muitas das nossas afirmações mais complexas, não correspondem diretamente a nenhum aspecto do mundo.

CONHECIMENTO DE COISAS E CONHECIMENTO DE VERDADES EM BERTRAND RUSSELL

dezembro 15, 2009

Russell distingue dois tipos de conhecimento: conhecimento de coisas e conhecimento de verdades.

O conhecimento de coisas, em Russell, equivale ao conhecimento proposicional, pois o conhecimento de coisas, pelo menos, por descrição, acontece quando identificamos propriedades nos objetos, e os descrevendo através de proposições. Já o conhecimento de verdades equivale ao conhecimento factual, pois uma proposição só será verdadeira se ela corresponder a realidade.

O conhecimento de coisas acontece por familiaridade e por descrição. Por familiaridade é quando o conhecimento é adquirido de forma direta e sem haver necessidade que o sujeito esteja justificado em sua crença. Esta familiaridade permite-nos conhecer os dados dos sentidos, os registros da memória e os nossos próprios estados mentais. De forma que todo o nosso conhecimento deve está fundamentado no conhecimento por familiaridade. Mostra-se aqui o fundacionismo de Russell.

Enquanto o conhecimento por descrição não ocorre de forma direta e imediata. O conhecimento por descrição se dá quando é feita a relação entre os objetos físicos, assim, tal conhecimento tem como objetivo formular definições para os objetos físicos a partir da identificação de suas propriedades.

Quando ocorre o conhecimento das coisas por descrição já se utiliza o conhecimento de verdades, já que é através deste que se faz relação entre os objetos físicos. O conhecimento de verdades é o conhecimento de que a proposição afirma certo fato sobre o objeto descrito é verdadeira. Assim, o conhecimento de verdades é correspondente ao conhecimento factual, porque aquele é o conhecimento de fatos sobre o mundo.

RELATIVISMO

dezembro 9, 2009

O relativismo é uma teoria bastante conhecida e goza de ampla popularidade. Esta teoria defende que o que é verdadeiro para uma pessoa, pode ser falso para outra. O que acontece é que, o que é verdadeiro em uma determinada situação, em outra situação envolvendo outro grupo de pessoas pode ser falso.

A teoria relativista torna o conhecimento muito fácil de adquirir, pois parece que podemos fabricar verdades, diga-se que muitos relativistas não corroboram com esta afirmação. De modo que, adotando o relativismo, praticamente, não haveria mais espaço para o cético.

A partir da abordagem da teoria, infere-se que a verdade é os critérios para identificar o que é verdadeiro. Porém, uma pergunta que pode ser feita ao relativismo é: O que, de fato, torna algo verdadeiro? Outro ponto relevante para a discussão, é que a teoria não define o que é verdade.

No entanto, a pior falha do relativismo é que, como ele é comumente apresentado é autodestrutivo. O relativismo afirma que todas as verdades são relativas, cabe a pergunta: A verdade do relativismo é relativa?

Se os teóricos responderem de forma positiva, eles estarão comprometendo-se a afirmar que a verdade defendida por eles representa, apenas, a opinião de um grupo de pessoas. Mas, mais trágico para o relativismo do que isso, é que se a verdade do relativismo é relativa, pode existir uma situação em que ela seja falsa, e, portanto, seria falso afirmar que todas as verdades são relativas; indo, assim, frontalmente de encontro com o que a teoria afirma.

Se os que advogam por esta visão, responderem de forma negativa a pergunta, então, teremos uma verdade que é contrária ao que o relativismo propõe. Se a verdade do relativismo não é relativa, a própria teoria por si só desmorona-se, já que ela afirma que todas as verdades são relativas, mas sua verdade não o é.

TEORIA COERENTISTA DA VERDADE

dezembro 4, 2009

Aos moldes do coerentismo geral, para esta teoria uma proposição é verdadeira se e somente se ela faz parte de um conjunto coerente. Esta teoria provê um critério para sabermos da verdade das proposições, ou seja, estamos justificados em crer que uma determinada proposição é verdadeira, quando esta fizer parte de um conjunto coerente.

Devemos ter cautela para não atribuirmos à teoria a noção de um conjunto verdadeiro, pois a teoria não defende tal idéia. A verdade é dada às crenças de forma individual. Pode ser que um conjunto de crenças possa ser considerado como verdadeiro, mas para isso acontecer, este conjunto deve fazer parte de um outro conjunto mais amplo.

No início foi dito que esta teoria propõe critérios para sabermos da verdade das proposições, muitos vão mais adiante e afirmam que esta teoria também oferece uma definição de verdade. Definição esta que está envolvida na noção de critérios para verdade. Assim, quando a teoria provê os critérios para reputar uma proposição como verdadeira ela também estaria definindo o que é verdade. Alguns filósofos tem rejeitado este olhar sobre a teoria, argumentando que a verdade não pode ser definida em termos de coerência.